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No início, uma poesia

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Dia 31 é dia em que podemos considerar o aniversário deste simples blog. O intuito de criar um blog que falasse de astronomia, filosofia e temas afins nasceu em 2007 (já que havia finalizado um primário e inspirador site que existiu em 2000).

Em 2007 o blog foi criado em outro sítio, mas logo em 2008 foi transferido para este atual espaço. Foi transferido e pouco depois renomeado (Antes se chamava Aquilla non captat muscas, com dois “l” mesmo).

Após este fork, o Aquilla ainda possui poesias e outros tipos de postagem (e ainda existe), e aqui concentrou-se os meus questionamentos sobre temas como epistemologia, tecnologia, ciência e filosofia em geral.

Agradeço a contribuição de todos aqueles que estiveram envolvidos nas discussões, nos temas sugeridos e em todo tipo de troca de conhecimento.

Entretanto, apesar de um blog de filosofia (e epistemologia, tecnologia e divulgação científica) figura em seu início uma poesia. Feita por mim mesmo, e por isso sujeita a diversas falhas e erros. Mas de tudo, antes de tudo, sincera com o que eu sentia quatro anos atrás e ainda ao que sinto hoje ao refletir sobre diversos assuntos relacionados com o conhecimento e suas possibilidades.

Ei-lo.

Equidistante

Sinto, que na pura e funda realidade
– se é que ela pode não ser pura –
há algo de relevante:
um resígnio entre o que penso e o que há
um fascínio entre o que quero saber e o que é
uma obsessão entre o limite e o ilimitado…
há algo de relevante,
há algo subsistente;

há uma busca incessante,

no compreender, por vezes do que é como é,
mesmo que seja algo, de mim, equidistante (1).

Arnaldo Vasconcellos

(1) Sim, a reforma ortográfica afetou minha poesia. No original, gostava do trema existente em eqüidistante, mas a trema se foi.

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