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Objeto Messier da Semana – M01 – Nebulosa Caranguejo

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A partir de hoje pretendo mostrar um objeto do Catálogo Messier toda semana e conversarmos um pouco sobre o mesmo.

Para aqueles que não sabem ou não lembram o catálogo Messier foi formado por um astrônomo francês, Charles Messier, a fim de evitar equívocos entre tais objetos e a observação de cometas. Tenho um artigo publicado neste blog a respeito. Pode acompanhar o artigo anterior clicando aqui.

O primeiro objeto que resolvi apontar nesta nova série é simplesmente o M01, ou Nebulosa do Caranguejo, catalogada em 1758. Sua beleza é incrível.

Nebulosa do Caranguejo - M01 (Clique para ampliar)

Nebulosa do Caranguejo - M01 (Clique para ampliar)

A Nebulosa do Caranguejo, ou no catálogo Messier “M01” (ou ainda no catálogo NGC correspondente como NGC 1952), é o que podemos chamar de uma remanescente de supernova.

Remanescentes de supernovas são gases ejetados a altíssimas velocidades após a incrível explosão de uma supernova.

Possui magnitude de 8,4 e está a uma distância de 6,3 mil anos-luz. É provavelmente resto de uma supernova observada em 1054 por chineses e árabes, quando se tornou tão brilhante que pôde ser observada até de dia por 23 dias (e mais uns 653 noites). Em seu centro possui uma estrela de nêutrons (veja aqui e aqui, sobre estrelas de nêutrons) de aproximadamente ~30 km de diâmetro.

Para um observador daqui da Terra, está situada na constelação de Touro. A ascensão reta é de ~05 h 34.5 m e sua declinação é de aproximadamente +22° 01′ (no sistema de coordenadas equatorial).

Arnaldo Vasconcellos

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