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Objeto Messier da Semana #02 – M45 – Plêiades

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Desde a semana passada, iniciamos uma série de postagens, nas quais irei mostrar um objeto do catálogo Messier semanalmente. Para quem perdeu o primeiro, clique aqui e veja. Para quem ainda não sabe o que é o catálogo Messier, disponho aqui a explicação.

O objeto Messier escolhido para esta semana é um aglomerado aberto de estrelas. São as Plêiades. É um dos objetos do catálogo Messier que mais acho belo.

De fácil localização, está presente na constelação de Touro. Ao avistar no céu noturno, temos a impressão de estar olhando para um vilarejo pequeno e distante, com algumas luzes ocasionais. Entretanto, na verdade trata-se de um aglomerado de estrelas que estão a aproximadamente 440 anos-luz da Terra. É identificada como M45 no catálogo Messier ou no catálogo New General Catalogue como NGC 1432.

Plêiades

Plêiades - M45

Sua idade estimada é de 75 a 150 milhões de anos.

O aglomerado aberto (open cluster), como também podemos chamar este aglomerado de estrelas, é formado por estrelas ainda jovens e que estão conectadas entre si gravitacionalmente. É possível que com o passar de milhões de anos elas percam esse elo gravitacional devido a interferência, como por exemplo, de uma das espirais da nossa Via Láctea.

Sua cor azulada e o brilho de suas estrelas a torna um objeto celeste de profunda beleza e de fácil localização. O aglomerado possui milhares de estrelas, mas as mais brilhantes são Electra, Celaeno, Taygeta, Maia, Merope, Asterope, Atlas e Pleione.

As Plêiades também são chamadas de Seis Irmãs, Sete Irmãs, Subaru (em japonês), Sete-estrelo e estão presentes em passagens bíblicas. Além disto o seu aparecimento está relacionado com o início do calendário tupi-guarani (em torno de 5 a 7 de junho). Os nomes Plêiades, Seis irmãs e sete irmãs, têm referências à mitologia greco-romana nas quais Atlas e Pleione eram pais de sete irmãs que teriam sido perseguidas por Órion – que era um exímio caçador, filho de Netuno  – pois este teria se apaixonado por elas. Cansadas de fugirem por sete anos, pediram aos deuses que as ajudassem; desta forma Júpiter (Zeus na mitologia romana) as transformou em estrelas, exceto uma delas que em algumas referências (Wikipédia, Artigo: Plêiades Mitologia, neste link) seria Mérope (por ter se casado com um mortal) e em outras referências (O Livro de Ouro da Mitologia, Thomas Bulfinch. Ed. Ediouro; versão também presente em nota na página já indicada da Wikipédia) seria Electra que teria deixado o lugar por ter tido a visão das ruínas de Tróia (tal evento teria deixado as outras irmãs pálidas). Por este motivo também são chamadas de seis irmãs.

No aglomerado há uma nuvem que reflete parte da luminosidade das estrelas. Esta nuvem é uma nebulosa, denominada por astrônomos como uma nebulosa de reflexão, embora esta não seja uma nebulosa resultante da formação estelar (Abaixo uma explicação mais detalhada acerca desta nebulosa).

Lembrando que aglomerados abertos (open clusters) do qual M45 é um tipo, são objetos celestes cujas estrelas resultantes da fusão nuclear de materiais de uma nuvem (ou nebulosa) estão presas entre si por elos gravitacionais. M45 possui esta ligação gravitacional. Também é possível notar, com observações especiais, uma nebulosa de reflexão (uma nebulosa que reflete luz e não é capaz de emitir luz própria). Entretanto em algumas referências encontrei que a nebulosa que vemos atualmente não é a nebulosa original do aglomerado, é apenas uma nebulosa (sem relação com Plêiades) e que está entre nós e o aglomerado (ver neste link do Observatório Nacional) ou ainda que Plêiades estaria passando por uma região com esta nebulosa (ver aqui).

Plêiades com nomes das estrelas mais brilhantes

Plêiades com nomes das estrelas mais brilhantes

As Plêiades possuem uma magnitude visual de 1,6; tamanho angular de 110 arcos minutos; cerca de 800 massas solares e sua localização nas coordenadas equatoriais são Ascensão Reta de 03h 47m e Declinação de +24° 07′.

Arnaldo Vasconcellos

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  1. 18, Setembro, 2011 a 13:26 | #1