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A incomunicabilidade do dragão da minha garagem – (Série pseudociências – Parte 5#)

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Dragão chinês

Dragão chinês

Em nosso blog, em outro ensaio já falamos do livro de Carl Sagan “O mundo assombrado pelos demônios”. Neste livro, Sagan tem um capítulo denominado “o dragão da minha garagem” onde explica o caráter ad hoc de teorias não científicas face ao método científico para verificá-las e falseá-las.

Neste ensaio procuro refletir sobre a existência de um dragão que não possa ser analisado sob a luz de nosso método científico.

Uma primeira visita ao exemplo, notamos que estabelecer a existência de um dragão que não pode ser analisado é de difícil instância, pois parece não ser apresentável em nenhuma forma de fenômeno. Também não parece estar relacionado com nenhuma forma fenomênica.

Fenômeno vem do grego “phainomenon” que é basicamente aquilo que é observável, que tem uma aparição.

Um dragão, cuja existência não é estimável por análises de sua aparição, ou seja de seu fenômeno, e não está relacionado com nenhuma outra forma de aparição – poderíamos tentar analisá-lo não apenas diretamente, mas em relação a outras observações correlatas – é um dragão indeterminável. É, com muita possibilidade, de natureza incognoscível (se existente) ou incomunicável.

Vamos reler o exemplo de Sagan e depois iremos explorá-lo como uma experiência mental:

– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.
Suponhamos que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!
– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.
– Onde está o dragão? – você pergunta
– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.
Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão
– Boa idéia – digo eu –, mas  esse dragão flutua no ar.
Então, você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.
– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.
Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.
– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.
E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.
Qual a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que eu estou pedindo a você é tão somente que, em face da ausência de evidências, acredite na minha palavra.  (Sagan, C. In: O mundo assombrado pelos demônios. Retirado de: http://scm2000.sites.uol.com.br/dragao.html).

Para Sagan, tal dragão que não possui corporeidade e não responde a nenhuma forma fenomênica deve ser tratado como inexistente. Nesta linha de pensamento a pessoa que afirmou sua existência pode estar enganada ou sofrendo de algum tipo de alucinação (é um problema em determinar como alguém pode ter contato com um ser que supostamente é incognoscível e incomunicável).

Carl Sagan

Carl Sagan

Entretanto para algum argumentador que seja contra esta linha de raciocínio pode afirmar: “ter idéia da existência de dado dragão não é contraditório, pois é uma suposição”. Mas a este tipo de argumentação poderíamos logo responder: “sim, mas uma suposição não nos dá certeza da existência de algo. A priori o dragão ainda não existe como ente real, pode ser apenas um fruto imaginativo”.

Outro argumentador poderia dizer: “é falacioso apresentar que a falta de informações de um dragão aponta a sua inexistência”. Da mesma forma poderíamos responder “é igualmente falacioso apresentar como existente devido a sua falta de informações”.

Ainda mais, não se trata apenas de “falta de informações” de forma trivial, mas se trata de um ente não observável e não testável. Quando Sagan afirma que um dragão inexistente e um dragão incorpóreo e intestável não possuem diferenças entre si está ele afirmando que de nenhuma serventia tem um dragão que realmente possa existir mas ser incognoscível e/ou incomunicável (por extensão, não testável).

A possibilidade de verificação e falseamento da premissa que afirme o dragão existir possibilita conhecer um pouco mais de sua natureza, mesmo que de forma verossimilhante.  É uma garantia.

Portanto o que método científico nos permite, ao trabalhar com entes no mundo, é ter garantia que estes são entes no mundo e que podemos conhecer sua natureza, mesmo em verossimilhança (portanto possuem algum grau de cognoscibilidade e de comunicabilidade).

O “dragão da garagem” parece ter o mínimo de comunica e cognoscibilidade, visto que apenas (no exemplo) uma pessoa afirma ter tido contato. E este contato passa a ser duvidoso, devido ao caráter da falibilidade humana. Pode não passar de uma suspeita (e isso pouco acrescentará sobre sua natureza). Podemos errar em nossas observações e levar a cabo uma pretensa e falsa comunicabilidade de um ser que talvez não seja determinável (e talvez inexistente).

Se é indeterminável não é possível saber se é ou não existente. Se não é fenomênico não está na classe de nosso mundo, que é extremamente fenomênico, portanto longe está do escopo científico.

Podemos não poder determinar cabalmente como inexistente, mas perante a tudo o que temos presente e possível de análise (e talvez tudo o que temos), que é o mundo como ele se apresenta a nós (fenômenos), é fenomenicamente inexistente.

Interpreto de tal forma quando Sagan afirma que tal ser é inexistente, pois seria inexistente fenomenicamente (e portanto possívelmente sem existência em nosso mundo físico).

Colocar tal dragão, de natureza  incomunicável à nós como uma constante igual a um dragão que não existe é plausível quando notamos que o que temos é apenas os fenômenos. E de certa feita fenômenos são  o que há.

A garantia científica pode parecer parca e pálida perante às nossas aspirações religiosas e transcendentais, mas a corroboração ou falseamento de algo nos ajuda a determinar a existência (pelo menos fenomênica) de tais entes. Nos permite saber um pouco melhor onde vivemos – um mundo de fenômenos.

A natureza de um dragão incomunicável e incognoscível não seria determinada em nenhum grau de certeza. Assim ele não tem valia para o escopo científico. Aquilo “do que a ciência se preocupa” pode parecer pouco, mas no final das contas é possivelmente tudo o que temos produzido de mais sublime no campo do entender nosso mundo.

Imaginemos (e isto é uma experiência mental) que um dragão possa até existir em uma certa garagem, mas é incomunicável, apenas imaginável, como sugere este exemplo. Se não é comunicável ou cognoscível não é presente em nosso mundo fenomênico e pouco sentido tem em afirmar que na imaginada garagem realmente ele esteja lá. Será sempre indeterminado e portanto de possibilidade de existência dual. Até o momento em que sua comunicabilidade for estabelecida e sua existência efetivamente testada (por via da teoria de sua existência). Passa-se a navalha de Occam e fenomenicamente não existe. Por fim, ele não existe (com este sentido de contexto). Entretanto se existir de algum modo, e incomunicável, não existirá em nosso mundo de fenômenos (e por ser incomunicável, talvez pouco acrescente diferenças em nosso mundo, pois seria inerte e não reativo aos nossos fenômenos).

Wittgenstein

Wittgenstein

E para um dragão que eu suspeite existir, mas não poder comunicar-me com ele (sua natureza) é melhor me calar. Como diria o filósofo Wittgenstein em seu Tractatus Logico-philosophicus:

7. Daquilo que não se pode falar, deve-se calar (Wittgenstein, In: Tractatus Logico-Philosophicus, proposição 7).

UPDATE

(23.01.10)

Talvez o uso do aforisma 7 de Tractatus tenha soado um pouco duro e algumas pessoas tenham feito uma leitura “teológica”. Quando escrevi o artigo acima, que faz parte da série temática “pseudociências” deste blog, assumi que o raciocínio aqui apresentado estaria falando apenas dentro do escopo científico.

De fato não é importante para o que a ciência trabalha um ser incomunicável (de forma fenomênica). Analisar a natureza de um ser fenomenicamente incomunicável é uma tarefa que ultrapassa o alvo científico.

Notei que algumas pessoas fizeram uma interpretação que beiravam a teologia, como se qualquer discurso a respeito de um ser desses pudesse ser cortado. Como sabemos o objetivo do blog é primeiramente falar sobre a natureza do que é a ciência, e portanto sob o escrutínio desta experiência mental estou pensando acerca da ciência.

Falar metafisicamente (e devemos ter cuidado com a palavra metafísica, que encerra tantos significados) pode até ser possível fazer de um ser incomunicável; mas talvez não passe de possibilidades acerca do mesmo ser. Analisar sua natureza com afinco científico é que julgo ser de difícil acesso e portanto de uma grande ideia seria se calar ao invés de acientíficamente fazer asserções que depois tentará usar com o carimbo de “científico”, como muitas pseudociências fazem.

Suspeito de alguma forma que falar de um ser incomunicável é falar em possibilidades, quando dito em metafísica ou alguma teologia (se quiserem usar a teologia, embora não seja este o meu crivo na postagem). Entretanto é um falar de possibilidades de natureza. Revela coisas interessantes? Sim pode até revelar, mas analisar sob o escopo científico uma natureza de um ser de tal tipo é de uma dificuldade muito grande.

O calar que uso aqui é uma forma que julgo importante para que não se pratique a pseudociência; ou seja que se fuja do escopo científico e use uma consagrada garantia dada socialmente à ciência sem realmente praticar ciência.

Algumas pessoas sentiram-se ofendidas em relação a esta postagem, talvez por associá-la a uma crença. Mas entendam formalmente o que eu disse. Não estou julgando ou analisando crenças teístas. Entendam o “dragão da garagem” como um elemento matemático, uma variável. Poderia ser a “chinforinfola” do Chaves.

Vamos abstrair as ideias. E por falar em ideias: seria simples assim. Para uma ciência que trabalha com fenômenos, um dragão, ou uma chinforinfola, que não produzam fenômenos são incomunicáveis e incognoscíveis. Por estes motivos não afetam o mundo fenomênico e não são prioridade para um aparato investigativo – a ciência – que explique o mundo com caracteres fenomênicos (é, portanto, um ser de natureza cientificamente indeterminável).

Arnaldo Vasconcellos.

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  1. 20, Janeiro, 2010 a 12:56 | #1

    Tem um dragão no meu quarto assim como em minha vida, mas esse os efeitos mesmo invisiveis são contextaveis tal como um buraco negro.

  2. 20, Janeiro, 2010 a 23:19 | #2

    @Gerson Machado de Avillez
    Gerson, obrigado pelos comentários.

    Que bom que sabes que existe um dragão em seu quarto e em sua vida. Li seu blog e pareceu que não usaste muito do princípio da caridade. Talvez tenha sido apenas uma aparência em minha leitura.
    Entretanto quando escrevi o post não foi na intenção de desencorajar o falar sobre coisas que supostamente não são passíveis pelo método científico. O que falei, e espero ter ficado claro ao longo da série “pseudo-ciências” é que a ciência parece ter um escopo bem definido de estudo que se encerra nas coisas do mundo. O calar wittgensteiniano que me refiro é em calar como pseudociência (em teologia, filosofia etc sempre poderão ser falados), o calar de um tipo de empreendimento humano que se traveste em outro por uma mera credibilidade.
    Tanto é que o aforisma sétimo de wittgenstein é um dos mais belos que já li, pois abre margem ao silêncio. Silêncio tal que pode ter uma carga semântica muito forte, mas muito sutil.
    Entretanto para a ciência (que é o foco desta postagem) falar de um ser que não é comunicável (isto é, tangível fenomenicamente) não é existente fenomenicamente e não acrescenta às teorias, seja elas idênticas à realidade ou verossimilhantes.
    Se um dia descobrir que existe um acréscimo em teorias e portanto a forma delineativa do que é nosso mundo, por parte de seu dragão (isto de forma do método científico; não estou me atendo a outras formas de teorizar, ok?) estaremos estabelecendo uma ponte fenomênica ao seu dragão. Portanto ele não seria mais considerado incomunicável.
    Devemos lembrar que fui inspirado pelo escrito de Sagan e acabei continuando a experiência mental.
    Tentei deixar claro que a existência real do dragão não é determinável (e uma leitura cuidadosa apontará o ponto em que eu disse que é tanto falacioso apontar que ele não existe cabalmente, quanto existe por falta de informações). Apesar disso deixei claro que não se trata de uma “falta de informações” trivial, mas o exemplo dado (que Sagan utilizou ludicamente para explicar o funcionamento de pseudociencias) poderia apontar uma situação de incomunicabilidade fenomênica.
    A existência real é indeterminada, assim como o noumenon de diversos fenômenos talvez não saibamos tal como é. Sabemos pelo fenômeno, que é a aparição do que há (e essa aparição leva em conta os nossos aparatos cognitivos e sensitivos; ver Kant).
    Portanto não estou falando de uma incapacidade de dialogar. Estou falando sobre um problema de cunho epistemológico: algo incomunicável não é determinante da existência noumênica de si, mas a nível fenomênico não garante sua existência.
    Por favor, não me interprete mal. O que digo é pontual e não é falta de abertura para o diálogo, muito menos desonestidade intelectual (se disse algo que não gostou não é indício que seja eu desonesto – lembre-se estou ensaiando no blog). O que denuncio, como outros também denunciam de outras formas é a exagerada cultura social do que é garantia científica a ponto de argumentos se travestirem de um tipo de pensamento em outro (o que é uma pseudociência). Sei, existe o problema da demarcação, mas esse é o ponto: devemos continuar investigando a demarcação.
    Se bem ler o que escrevi, não se trata de ditadura, censura ou uma “navalha” que corte gargantas. Não, não é isto! O que disse é que, pontualmente, no escopo do que é mundo fenomênico não é possível falar, ficamos com a incerteza da natureza do incomunicável. Teremos apenas possibilidades. Poderemos explanar possibilidades. Mas falar da natureza de supostos seres é insondável, enquanto forem incomunicáveis. E por aí está a beleza de se calar quando realmente daquilo não pudermos falar. E isso diz muita coisa, em outro nível; claro.

    Quanto ao buraco negro, lembre-se que uma teoria científica não precisa estar sempre conectada a pontos observacionais. Pode estar conectada coerentemente a outras teorias que por sua vez fazem o papel de conectores a pontos observacionais. Pois bem, se o dragão de seu quarto deixar pegadas na farinha de trigo assim como um buraco negro deixa pistas sobre sua massiva gravidade em torno do local onde está, há uma ponte fenomênica. E daí poderemos considerar seu dragão como aparente, fenômeno. Será possível de ser investigado. Será fruto do nosso mundo de fenômenos.

    Abraços,

    Arnaldo Vasconcellos.

  3. Clayton Luciano
    24, Janeiro, 2010 a 16:26 | #3

    Arnaldo:

    Voce visitou o site do Sabino hoje, e lá tem esta afirmação:

    “Daniel 2,7 e 8 descrevem antecipadamente a sequência de impérios mundiais a partir de Babilônia. Destacam-se claramente o futuro império Medo-Persa, a figura de Alexandre o grande e a posterior divisão e enfraquecimento de seu império, etc

    A Bíblia previu a libertação dos judeus, dando antecipadamente o nome do libertador: Ciro.

    Pronto, bola rolando… agora é contigo.” (Vanessa meira)

    Caso voce conheça estas passagens bíblicas, ou esteja a fim de pesquisá-las, o que voce tem a dizer técnicamente desta análise feita pela Vanessa?

    • 25, Janeiro, 2010 a 00:08 | #4

      Olá Clayton,
      Não, ainda não vi o blog. Verei depois.
      Para falar sobre as passagens citadas deverei lê-las. Não tenho um conhecimento profundo sobre as mesmas.
      Mas o que eu disse por lá no blog dele ainda está de pé: se as previsões forem apenas livre-interpretações de alguém que não fez suspensão do juízo poderão não constituir prova. Porque se for desta forma, outros livros poderão ser assumidos como verdadeiros (os vedas indianos, têm uma contagem de tempo do universo parecida com a atual cosmologia, mas isso não representa prova da veracidade dos vedas). Se as supostas provas forem estes tipos de provas, o crivo aplicado terá de aprovar outros livros. E aprovar diversos livros poderá incorrer no problema de atribuir “comprovação” a argumentos de livros diferentes que se contradizem. Se pensarmos este processo de forma lógica, teremos um sistema que adimite, que demonstre, todas expressões, possibilidades. Isso é um sistema trivial, e em sistemas triviais pode-se provar tudo, portanto sua valia em admitir tal “prova” seria um tiro pela culatra.
      Mas como eu disse, tenho que analisar primeiro os escritos mencionados. Mas talvez não os farei agora, fica pro futuro.

      Obrigado por seu comentário,

      Arnaldo.

  4. 29, Janeiro, 2010 a 10:41 | #5

    Apenas um detalhe nessa abordagem popularizada do Sagan: as pressuposições da ciência, suas crenças assumidas e nao-justificadas, sao enormes dragões nao sujeitos aos próprios métodos cientificos, no entanto sao tratados como bichinhos de estimacao racional.

    O problema me parece que eh sempre o dragão dos outros, nunca o nosso.

    O debate sempre sera lógico-filosófico no final.

    Ps: Obrigado pela visita. Ja o respondi.

    • 29, Janeiro, 2010 a 23:27 | #6

      Obrigado pelos comentários.
      Vanessa, pelo que estive analisando há algum tempo, a ciência, atualmente definida, tem um escopo restrito de estudo que trabalha basicamente com aquilo que nos é dado.
      No presente artigo exponho que um dragão incomunicável (e incognoscível) pode até existir, mas fenomenicamente nao seria dado e não estaria no escopo científico.
      Não estou criticando e apelando uma inexistência real; apenas uma inexistência fenomênica e portanto sem contatos com o que a ciência pode dizer.
      Irei em breve no seu blog ver a resposta. Abraços,

      Arnaldo.

  5. Privat Kredit
    14, Fevereiro, 2010 a 07:29 | #7

    Whats up, A seriously occupying file. Carry on it up.

  1. 29, Janeiro, 2010 a 02:07 | #1