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Sobre os cortes e gastos

8, Abril, 2017

Ando pensativo estes dias. Quer com as vira-voltas da política. Quer com os acontecimentos – nacionais e mundiais.

Um pensamento as vezes me salta, dos muitos que aqui estão. E que agora destaco.

Em tempos de golpe (que ainda estão se consumando), de mudanças políticas (muitas vezes para pior), da seletividade das mídias em prol de seus editoriais, do mundo (e das guerras do mundo): tudo parece fugaz.

Ideologias cada vez mais dominantes das ações no mundo – de um lado um terrível conflito na Síria, de outro um indivíduo cada vez mais propenso a ser o “endireitador” do mundo, já que tem em suas mãos a famosa máquina de guerras (e essa situação não se resume aqui, sendo, claro, mais complexas e com outros personagens).

Aqui a direita anda fazendo suas “traquinagens”. De um lado um Bolsonaro, ignaro em muitas de suas falas – mas de uma forma implacável de falar – que parece acalentar os sentimentos mais perversos de setores da nossa sociedade que anseia por culpados rápidos para respostas rápidas.

Ainda por aqui também há um Temer, cuja visão distorcida de salvar uma pátria – se for verdade que pensa assim, salvando desta forma um mínimo de si, mesmo que em erro, visto que poderia ser como alguns pensam ser por pura maldade (o que beira a irrealidade, mas não a plausabilidade) – nos põem em riscos de diversos retrocessos. Uma visão deturpada de salvar o mundo – compartilhada com setores mais bizarros e retrógrados do Congresso – pode por fim colocar mais de nós na dor e no sofrimento.

Não acredite nos deuses de alguns jornais – amanhã eles parecem não ser mais adoráveis pelo seu público. Se de um lado um ato questionável pode ser apresentado como louvável, de outro temos a demonização que estrutura uma ainda forma maniqueísta de pensar:

Devemos supor que há acertos e erros, mas isso não coloca em questão relativizar que há visões de mundo questionáveis que geram atos (políticos por exemplo) questionáveis. Não devemos demonizar, nem adorar; mas o certo é que devemos verificar cada ato de forma que coerentemente possamos apontar atos que não farão o bem como aqueles que os atuam imaginariam fazer – assim como apontar visões de mundo, que embora criem em seus portadores a sensação de fazer algo bom, na verdade não são adequadas; para este tipo de análise não precisamos de maniqueísmos: embora possamos nos decepcionar com aqueles que portam as visões de mundo, com as visões de mundo e com os atos.

O governo diz que pretende, com o fechamento das unidades próprias, economizar cerca de R$ 100 milhões anuais. Segundo Fanton, trata-se de uma agenda que visa a restringir os recursos e reduzir a participação do sistema público de saúde de modo a privilegiar os interesses do setor privado.

Ele compara a medida com o plano do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), de fechamento das farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para passar a distribuir medicamentos nas redes comerciais.

Sobre a medida de Doria, o Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo alertou que a proposta atinge diretamente a população mais pobre das periferias, já que as grandes redes de farmácias concentram filiais nas regiões centrais e mais ricas da cidade.

Vi neste link

 

Bem, numa tacada (independente do editorial da organização lida acima) tiramos a questão, plausível, que uma medida além de reduzir gasto público com remédios, pode privilegiar interesses do setor privado – que para alguém com mentalidade deste tipo alertaria que poderia ser saudável para o equilíbrio do mercado. No entanto, os vulneráveis ondem estão até atingir um equilíbrio de mercado? O mercado sempre é tão bom a ponto de não sofrer dos males que o setor público pode sofrer? Creio que a negativa é bem plausível.

Em outro ponto extraímos que em certas medidas, como a do Dória, que sob o argumento do equilíbrio esquecem daqueles que são vulneráveis e necessitam daqueles remédios – algumas visões de mundo privilegiam certas variáveis em algumas equações que orientam os atos, e ataques, dos cortes, dos gastos, das ofensivas; de cada pequeno ou grande ato.

 

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Robôs de conversação

13, Março, 2017

Lançamento da Revista Epistemologia

16, Dezembro, 2016

Pessoal,

A Revista Epistemologia lançou hoje, dia 16 de Dezembro, seu primeiro número. Tal revista é de Filosofia e versa sobre a especificidade da epistemologia e suas interfaces.

Acompanhe  em http://epistemologia.com.br este e novos números da Revista que é Semestral.

Embora nossa realidade demonstre uma falta de diálogo, por vezes evidenciada na forma como estruturamos todas as nossas ações, onde cenário político por vezes se dá como consequência de crenças mal explicadas, ou de coisas puramente da esfera da fé invadindo a laicidade do estado; num mundo onde a suspensão dos juízos, coisa que deveria ser de um ideal filosófico nobre, acaba por ser utilizada como mera forma de silenciar o perspectivismo de abordagens ou de ideias (onde ela deveria ser uma fundamentação para a aceitação do diálogo e da construção do conhecimento pela possibilidade de múltiplas perspectivas de entendimento de nossa realidade); apesar destes contratempos (e talvez com mais força por causa deles) é necessário continuar a investigar:

Estudar o conhecimento, é algo desafiador e que insere uma possibilidade enorme de entendermos como o conhecimento é tomado como o próprio conhecimento.

Editorial da Revista Epistemologia

Ciência, Educação, Epistemologia, Filosofia , , ,

Retorno do blog

28, Novembro, 2016

O Blog “Análise da Ciência” está no ar desde 2007 e de lá pra cá, falamos de um punhado de coisas, nos quais sempre relacionamos filosofia e ciência (e a problematização desta última).

Retornamos a edição do mesmo com algumas notícias interessantes:

  1. Revista Epistemologia – Estamos iniciando uma revista de filosofia, voltada para epistemologia e suas interfaces. Com viés acadêmico, preza pela pesquisa e gratuidade dos artigos, publicando sua biblioteca de artigos sob a licença Creative Commons.
  2. Canal Meta Philo – O canal é antigo, mas não tinha exatamente este nome e agora iniciamos sua reformulação, com viés para o estudo da filosofia (beirando a meta filosofia).

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Popper, Kuhn e Lakatos – Breve percurso (Parte II)

7, Novembro, 2011

Popper, Kuhn e Lakatos – Breve percurso (Parte II) (*)

Este artigo é a continuação deste aqui

Lakatos

Lakatos

Para Lakatos a história da ciência não se dá por teorias isoladas que se sucedem em algum tipo de concorrência, ou de superação. Para este, as teorias estão estabelecidas em séries, do qual podemos chamar de séries teóricas.

Estas séries teóricas participam de programas de pesquisa científicas (PPC). Os programas de pesquisa concorrem entre si e não são teorias isoladas. São séries teóricas, de teorias que se sucedem em torno de um funcionamento comum (o PPC). Desta forma um programa é que é demarcado como científico ou não.

Um programa de pesquisa científica (PPC) portanto tem em si uma orientação de como o cientista deverá trabalhar, uma série de teorias e hipóteses que são propostas e são substituídas conforme há o trabalho científico nos moldes propostos naquele programa.

Um PPC portanto, tem um caráter amplo e contém teorias dispostas em série temporal. Deste modo, uma teoria pode não ser falseada imediatamente ao ser posta numa prova. É possível também que, ao encontrar uma anomalia, existam casos que vão desde a reformulação de uma hipótese auxiliar, até mesmo ao fato de ignorar completamente a anomalia.

Apesar disto, na visão de Lakatos, os PPCs concorrem entre si. Deste modo é possível haver dois programas que estão competindo na explicação de uma mesma coisa. As teorias são, portanto, produtos de PPCs em atividade. Claramente a noção de um PPC lembra a visão paradigmática de Kuhn, além de termos as noções de falseacionismo inseridas neste sistema. Entretanto a forma metodológica como é posta, vislumbra uma complexidade maior de como se dá a visão de entes norteadores e como podem existir normas metodológicas que se façam operar tais entes norteadores.

Torna-se necessário distinguir as partes de um PPC. CONTINUAR A LER

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Popper, Kuhn e Lakatos – Breve percurso (Parte I)

4, Novembro, 2011

Popper, Kuhn e Lakatos – Breve percurso (*)

 

Talvez uma das “coisas” mais absurdas e impactantes que podemos ouvir, ou ler, durante um curso científico, é saber que a ciência é composta, ou deva ser, de formas metafísicas que “balizam”, orientam, nossas pesquisas e a nossa forma de pesquisar.

Quando dizemos que há algo de metafísico, ou ontológico, imaginamos que este tipo de explicação está longe da ciência, ou que não precisamos mais deste tipo de pensar.

Imagino que todos nós já tenhamos uma base do que possa ser a metafísica ou a ontologia (quando vista como parte da metafísica). Suponho que já sabemos da origem da palavra metafísica e do seu atual contexto, bem como sua crítica levada a cabo pelo famoso Círculo de Viena.

Digo que tal tipo de afirmação é impactante, pois imaginamos que a ciência possui um trabalho baseado exclusivamente na observação, que por seu turno orienta todo o tipo de teorização a fim de explicar o mundo e as coisas que aqui temos. Nesta mesma visão, é bem possível partilhar da concepção pejorativa da metafísica como algo que está fora da realidade, que não se preocupa com a mesma e que jamais se utiliza de qualquer tipo de observação, mesmo que não criteriosa. CONTINUAR A LER

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Acompanhar EM TEMPO REAL o Simpósio de Filosofia da Religião

25, Agosto, 2011

Para alguém que não pode comparecer ao Simpósio, pode-se optar em assistir, em tempo real, a transmissão do mesmo.
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Simpósio de Filosofia da Religião, Ontologia e Epistemologia (com transmissão via web)

20, Agosto, 2011

Simpósio Internacional da Filosofia da Biologia – UnB

7, Junho, 2011

39º Semana de Filosofia no Brasil – UnB

5, Junho, 2011

Abaixo a divulgação do evento. Ocorrerá na UnB (Universidade de Brasília) de 06 a 10 de junho. Memorial Darcy Ribeiro, Campus Universitário.

Apresentação

Qual é a situação atual dos estudos filosóficos no Brasil e na América Latina? Por que nos departamentos de filosofia não são ensinados os filósofos brasileiros e latino-americanos? Não sendo eles considerados genuinos filósofos, qual é a noção de filosofia que se utiliza para operar tal exclusão? Quais são os pensadores que Brasil já teve? Fomentam os departamentos de filosofia o desenvolvimento de filósofos? A 39a Semana de Filosofia da UnB se propõe refletir sobre estas questões, convidando 6 estudiosos do pensamento nacional e latino-americano, 3 deles coordenadores dos mais importantes grupos de estudo de Filosofia no Brasil.

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Filosofia da Biologia – Leitura

16, Abril, 2011

Filosofia da Biologia?

Sim, isto mesmo! Existe uma Filosofia da Biologia. É uma Filosofia especial da Filosofia da Ciência, que trata das supostas especificidades da biologia e suas questões.

Como a Filosofia da Ciência pode ser considerada um ramo da epistemologia a Filosofia da Biologia é, portanto, uma área da epistemologia. Entretanto tem em seu escopo as questões suscitadas no ramo da biologia. CONTINUAR A LER

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Curso a distância de introdução à filosofia

19, Fevereiro, 2011

Curso via internet no qual será abordado o que podemos conceber como Filosofia, suas peculiaridades e uma breve história. Curso dividido em 5 módulos semanais.

Será ministrado via plataforma Moodle, em cursos.networkcore.eti.br. Terá a duração de 5 semanas e o curso será dividido em 5 módulos semanais.

Ao se inscrever no curso, caso não possua cadastro de usuário no site cursos.networkcore.eti.br será gerado uma para que possa acessar o material.

Turma 1:

Inscrição até: 28/02/2011. Início do curso: 01/03/2011.

Investimento: R$ 5,00 (via pagseguro).

Arnaldo Vasconcellos

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A invenção da verdade e do conhecimento: a importante crítica de Nietzsche em “A verdade e mentira no sentido extramoral”

9, Fevereiro, 2011

A invenção da verdade e do conhecimento: a importante crítica de Nietzsche em “A verdade e mentira no sentido extramoral” (1) (2)

O texto de Nietzsche intitulado “Sobre a verdade e mentira no sentido extramoral” inicialmente guarda em si uma crítica contundente à verdade e ao conhecimento, que vale ser salientado em nossas perspectivas epistemológicas; e que é interessante ter contato em qualquer altura de nossos estudos para refletirmos um pouco a respeito do que é o conhecimento.

Nietzsche

Nietzsche

A crítica que o texto supracitado guarda é de suma importância e é um tanto desconsertante, quando mergulhados estamos, pois, na rotineira tentativa de estabelecer a verdade, e não tão rotineira, porém já comum pergunta em saber o que é de fato a verdade.

Os termos “verdade” e “conhecimento” são usados numa consonância semântica tênue (não há uma divisão clara a respeito) e o leitor precisa estar um pouco dissolvido da obsessão de tentar separá-las definitivamente. Isso pode soar um pouco esquisito a um analítico; mas se fizermos de tal forma poderemos notar o tom da crítica ácida e da revelação extraordinária que Nietzsche nos dá em seu texto: uma revelação acerca do engano que o conhecimento encerra sobre si.

Uma pequena anedota é contada no início, para que o leitor se mantenha alinhado à visão de que o conhecimento perante a história universal poderá ser pequena e uma invenção, acima de tudo. CONTINUAR A LER

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A importância de Wittgenstein na filosofia contemporânea

23, Janeiro, 2011

Inicialmente (1) o assunto deste artigo parece um pouco corriqueiro, mas creio ter seu valor: será uma análise simples sobre a importância que este filósofo exerceu (e excerce) em nossa filosofia contemporânea. Essa, que é uma relação que no fim, podemos dizer um tanto dialética – pois verificar a extensibilidade da importância de um filósofo é no fim último verificar o processo dialético cujos pensamentos deste filósofo pôde provocar. Este artigo é, de certa forma, uma pequena forma de expressar a minha admiração por este filósofo.

Wittgenstein

Wittgenstein

Posso, então, começar dizendo que Wittgenstein foi um filósofo atípico (isso se pudermos criar um tipo de filósofo padrão, o que creio ser difícil). Tanto no desenvolver de sua filosofia, quanto no seu histórico de heterodoxia escolar. Ainda, tanto atípica foi a influência que este filósofo causou à filosofia contemporânea – como veremos neste pequeno trabalho, que algumas vezes baseadas nas mais diversas interpretações do mesmo (algumas inclusive não o agradando muito). CONTINUAR A LER

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O dragão de minha garagem e o conhecimento de contato

2, Janeiro, 2011

No livro “Os problemas da Filosofia” Bertrand Russell, examina de uma forma muito sóbria sobre vários aspectos da pesquisa filosófica. Entretanto, como o próprio autor afirma em seu prefácio, o livro tem muitas questões que deságua na teoria do conhecimento. Também, pode-se notar não somente uma apresentação dos problemas da filosofia, mas sim dos problemas da filosofia sob a ótica russelliana, que trará conexões com suas ideias até então defendidas naquele momento. É o que vemos, entre vários itens, o caso da teoria correspondencialista da verdade, visível em vários capítulos, mas também, como posso citar, no capítulo “A natureza da matéria”, “O idealismo” e “conhecimento por contacto”, dentre outros.

Seria também muito bom citar que há de certa forma uma ligação entre sua teoria de correspondência da verdade, e com sua concepção de conhecimentos – estabelecidos formas de adquirir conhecimento: de verdade e de coisas, de trato e por descrição. CONTINUAR A LER

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