Rio doce

Rio doce, rio
Acabaram com ele,
um rio.

Rio doce, rio,
que de antes, doce,
agora, por espúrio descuido,
da economia terceira, dado à primeira,
aguarda, no instante – instaurado;
um novo sabor de seu leito – amargo.

Rio doce, amargo,
Por restos de si, da riqueza exaurida;
passará a ser, em pouco tempo, matéria esquecida.
Mesmo que tenha já vivido um tempo que era coisa querida.

Rio, doce, rio
Que agora está destruído:
um amontoado de lama, assim reduzido.
Rio doce, de seu leito, ao largo

Aguarda um novo tom de seu sabor, amargo.

Arnaldo Vasconcellos.




Efemérides Astronômicas – Outubro 2011

ATENÇÃO SPOILERS ASTRONÔMICOS 🙂

Olá a todos. Estas são as nossas efemérides de outubro. A seguir, listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua, previsão do tempo em sua cidade, elongação dos planetas, nascer/ocaso do sol (e crepúsculos), efemérides de outubro/2011 e chuvas de meteoros.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/10/2011, Brasília, às 20:00 em horário local (23:00 UTC). Salvo quando for indicado outro local de observação em alguns dos itens abaixo. Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Celeste - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

Esfera Celeste - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

2) Horizonte Artificial.

Horizonte Artificial - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

Horizonte Artificial - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

3) Fases da Lua (retirado de software).

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  • Nova: 27/09 – 11:09 UTC.
  • Quarto-Crescente: 04/10 – 03:16 UTC.
  • Cheia: 12/10 – 02:06 UTC.
  • Quarto-Minguante: 20/10 – 03:31 UTC.
  • Nova: 26/10 – 19:56 UTC.

4) Previsão do Tempo

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Nascer, Ocaso do Sol e Crepúsculo Solar:
Um dos critérios para estabelecimento entre a ocorrência de crepúsculo civil, náutico e astronômico:

Data C. Astron. (Manhã) C.Náutico (Manhã) C. Civil (Manhã) Nascer. Passagem Meridional Ocaso C. Civil (Anoitecer) C. Náutico (Anoitecer) C. Astron. (Anoitecer)
01/10/2011 04:38 05:04 05:30 05:52 12:01 18:09 18:32 18:58 19:24
02/10/2011 04:37 05:03 05:29 05:51 12:00 18:10 18:32 18:58 19:25
03/10/2011 04:36 05:02 05:28 05:50 12:00 18:10 18:32 18:59 19:25
04/10/2011 04:35 05:01 05:27 05:49 12:00 18:10 18:33 18:59 19:25
05/10/2011 04:34 05:00 05:26 05:49 12:00 18:11 18:33 18:59 19:26
06/10/2011 04:33 04:59 05:25 05:48 11:59 18:11 18:33 19:00 19:26
07/10/2011 04:32 04:58 05:24 05:47 11:59 18:11 18:34 19:00 19:27
08/10/2011 04:31 04:57 05:23 05:46 11:59 18:12 18:34 19:00 19:27
09/10/2011 04:29 04:56 05:22 05:45 11:58 18:12 18:35 19:01 19:27
10/10/2011 04:28 04:55 05:21 05:44 11:58 18:12 18:35 19:01 19:28
11/10/2011 04:27 04:54 05:20 05:43 11:58 18:13 18:35 19:02 19:28
12/10/2011 04:27 04:53 05:20 05:42 11:58 18:13 18:36 19:02 19:29
13/10/2011 04:26 04:52 05:19 05:41 11:58 18:14 18:36 19:02 19:29
14/10/2011 04:25 04:52 05:18 05:40 11:57 18:14 18:37 19:03 19:30
15/10/2011 04:24 04:51 05:17 05:40 11:57 18:14 18:37 19:03 19:31
16/10/2011 04:23 04:50 05:16 05:39 11:57 18:15 18:37 19:04 19:31
17/10/2011 04:22 04:49 05:15 05:38 11:57 18:15 18:38 19:04 19:32
18/10/2011 04:21 04:48 05:14 05:37 11:57 18:15 18:38 19:05 19:32
19/10/2011 04:20 04:47 05:14 05:36 11:56 18:16 18:39 19:05 19:33
20/10/2011 04:19 04:46 05:13 05:36 11:56 18:16 18:39 19:06 19:33
21/10/2011 04:18 04:45 05:12 05:35 11:56 18:17 18:40 19:06 19:34
22/10/2011 04:17 04:44 05:11 05:34 11:56 18:17 18:40 19:07 19:34
23/10/2011 04:16 04:44 05:10 05:33 11:56 18:18 18:41 19:07 19:35
24/10/2011 04:15 04:43 05:10 05:33 11:56 18:18 18:41 19:08 19:36
25/10/2011 04:14 04:42 05:09 05:32 11:56 18:19 18:42 19:09 19:36
26/10/2011 04:13 04:41 05:08 05:31 11:55 18:19 18:42 19:09 19:37
27/10/2011 04:13 04:40 05:08 05:31 11:55 18:20 18:43 19:10 19:38
28/10/2011 04:12 04:40 05:07 05:30 11:55 18:20 18:43 19:10 19:38
29/10/2011 04:11 04:39 05:06 05:29 11:55 18:21 18:44 19:11 19:39
30/10/2011 04:10 04:38 05:05 05:29 11:55 18:21 18:44 19:12 19:40
31/10/2011 04:09 04:37 05:05 05:28 11:55 18:22 18:45 19:12 19:40
  • Crepúsculo civil:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -6º (6 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -6º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas de primeira magnitude e os planetas que possam estar sobre o horizonte. Tipicamente, é o intervalo habitual em que, com o Sol abaixo da linha do horizonte, as cidades ainda não necessitam de iluminação artificial.

  • Crepúsculo náutico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -12º (12 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -12º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas náuticas de primeira e segunda magnitude e consegue-se reconhecer com facilidade as principais constelações. A importância dos astros para os marinheiros remota ao passado quando ainda eram usados para determinar a posição de uma embarcação, medindo a altura das estrelas com um sextante. Quando o Sol está 12º abaixo do linha do horizonte, este é o limite aproximado de luz que permite ver a linha de horizonte marítimo.

  • Crepúsculo astronómico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -18º (18 graus abaixo da linha do horizonte)..
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -18º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o centro do disco solar 18º abaixo da linha do horizonte, podem ser observadas, à vista desarmada, as estrelas de sexta magnitude. Assume-se esta altura, ainda inferior aos demais crepúsculos (-18º), de forma a garantir que a luz do Sol não interfira com as observações astronômicas. (CREPÚSCULO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Crep%C3%BAsculo&oldid=24617474>.)

6) Elongação dos Planetas (Outubro 2011)

Elongação dos Planetas - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

Elongação dos Planetas - Outubro 2011 (Clique para ampliar)

Na astronomia, a elongação de um planeta é o ângulo entre o Sol e o planeta, quando observado da Terra. Quando um planeta inferior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo de sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo de sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus entre 45º e 47º. Estes valores munado em função da órbita elíptica dos planetas, e outra contribuição menor para esta inconsistência é a inclinação orbital de cada planeta que está num plano diferente. (FONTE: ELONGAÇÃO (ASTRONOMIA). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Elonga%C3%A7%C3%A3o_(astronomia)&oldid=24613251>.)

7) Efemérides (Outubro– 2011).

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Data Efeméride
12/10/2011 às 11:43:00 Apogeu da Lua
Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
15/10/2011 às 12:49:00 Conjunção Lua – Plêiades
Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
21/10/2011 às 21:59:00 Chuva de meteoros (ori)
Chuva de meteoros na constelação Orion.
26/10/2011 às 12:26:00 Perigeu da Lua
Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
28/10/2011 às 05:11:00 Conjunção Lua – Vênus
Alinhamento entre a Lua e o planeta Vênus.

Obs.:

  1. Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.
  2. Apogeu: ponto de maior distância entre um astro orbitante e outro orbitado.
  3. Perigeu: ponto mais próximo numa órbita entre um astro orbitante e outro orbitado. Tanto apogeu e perigeu acontecem pois as órbitas são elípticas.

8 ) Chuvas de meteoros.

Nome Datas Data do pico Ascenção Reta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Arietídeas de Outubro Out 1-Out 31 Out 8 02:08:00 8 28 5 Média com estrelas muito lentas e esféricas
Giacobinidas Out 6-Out 10 Out 8 17:28:00 54 20 variável Irregular com velocidades médias. Em 1933 foram observadas 20.000 numa hora. 1.000 em 1946.
Delta Aurigídeas Set 22-Out 23 Out 10 05:40:00 52 64 6 Média
Epsilon Geminídeas Out 14-Out 27 Out 18 06:56:00 27 71 2 Média
Oriónidas Out 2-Nov 7 Out 21 06:20:00 16 66 20 Forte com estrelas rápidas e persistentes
Leo Minorídeas Out 21-Out 23 Out 22 10:48:00 37 62 2 Fraca

(*) THZ – Taxa Horária Zenital: é uma média baseada na quantidade de meteoros que, obedecidos certos parâmetros de visibilidade, o observador poderá observar durante uma hora.

9)Fontes.

Arnaldo Vasconcellos




É primavera! (Equinócio de primavera)

Olá a todos.

Hoje é equinócio de primavera, o que marca a entrada da primavera, a partir de hoje, como estação climática no hemisfério sul (enquanto no norte será outono).

Em boa parte do nosso clima, representa o início da época chuvosa.

Para quem está perdido pode ler aqui o que é equinócio. Neste outro link pode ver o artigo que liberei com as efemérides de Setembro.

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Arnaldo Vasconcellos




Efemérides Astronômicas – Setembro 2011

ATENÇÃO SPOILERS ASTRONÔMICOS 🙂

Olá a todos. Estas são as nossas efemérides de setembro. A seguir, listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua, previsão do tempo em sua cidade, elongação dos planetas, nascer/ocaso do sol (e crepúsculos), mudança de estação, efemérides de setembro/2011 e chuvas de meteoros.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/09/2011, Brasília, às 20:00 em horário local (23:00 UTC). Salvo quando for indicado outro local de observação em alguns dos itens abaixo. Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Celeste - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

Esfera Celeste - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

2) Horizonte Artificial.

Horizonte Artificial - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

Horizonte Artificial - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

3) Fases da Lua (retirado de software).

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  • Nova: 29/08 – 03:05 UTC.
  • Quarto-Crescente: 04/09 – 17:40 UTC.
  • Cheia: 12/09 – 09:27 UTC.
  • Quarto-Minguante: 20/09 – 13:39 UTC.
  • Nova: 27/09 – 11:09 UTC.

4) Previsão do Tempo

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Nascer, Ocaso do Sol e Crepúsculo Solar:
Um dos critérios para estabelecimento entre a ocorrência de crepúsculo civil, náutico e astronômico:

Data C. Astron. (Manhã) C.Náutico (Manhã) C. Civil (Manhã) Nascer. Passagem Meridional Ocaso C. Civil (Anoitecer) C. Náutico (Anoitecer) C. Astron. (Anoitecer)
01/09/11 05:07:00 05:33:00 05:58:00 06:21:00 12:11:00 18:01:00 18:24:00 18:50:00 19:16:00
02/09/11 05:06:00 05:32:00 05:58:00 06:20:00 12:11:00 18:02:00 18:24:00 18:50:00 19:16:00
03/09/11 05:05:00 05:31:00 05:57:00 06:19:00 12:11:00 18:02:00 18:24:00 18:50:00 19:16:00
04/09/11 05:04:00 05:30:00 05:56:00 06:18:00 12:10:00 18:02:00 18:25:00 18:50:00 19:16:00
05/09/11 05:03:00 05:29:00 05:55:00 06:17:00 12:10:00 18:02:00 18:25:00 18:51:00 19:17:00
06/09/11 05:02:00 05:28:00 05:54:00 06:16:00 12:10:00 18:03:00 18:25:00 18:51:00 19:17:00
07/09/11 05:01:00 05:27:00 05:53:00 06:15:00 12:09:00 18:03:00 18:25:00 18:51:00 19:17:00
08/09/11 05:01:00 05:26:00 05:52:00 06:14:00 12:09:00 18:03:00 18:26:00 18:51:00 19:17:00
09/09/11 05:00:00 05:25:00 05:51:00 06:13:00 12:09:00 18:04:00 18:26:00 18:52:00 19:18:00
10/09/11 04:59:00 05:25:00 05:50:00 06:13:00 12:08:00 18:04:00 18:26:00 18:52:00 19:18:00
11/09/11 04:58:00 05:23:00 05:49:00 06:12:00 12:08:00 18:04:00 18:26:00 18:52:00 19:18:00
12/09/11 04:57:00 05:22:00 05:48:00 06:11:00 12:08:00 18:04:00 18:27:00 18:52:00 19:18:00
13/09/11 04:56:00 05:22:00 05:47:00 06:10:00 12:07:00 18:05:00 18:27:00 18:53:00 19:19:00
14/09/11 04:55:00 05:21:00 05:46:00 06:09:00 12:07:00 18:05:00 18:27:00 18:53:00 19:19:00
15/09/11 04:54:00 05:20:00 05:46:00 06:08:00 12:06:00 18:05:00 18:27:00 18:53:00 19:19:00
16/09/11 04:53:00 05:19:00 05:45:00 06:07:00 12:06:00 18:05:00 18:28:00 18:53:00 19:19:00
17/09/11 04:52:00 05:18:00 05:44:00 06:06:00 12:06:00 18:06:00 18:28:00 18:54:00 19:20:00
18/09/11 04:51:00 05:17:00 05:43:00 06:05:00 12:05:00 18:06:00 18:28:00 18:54:00 19:20:00
19/09/11 04:50:00 05:16:00 05:42:00 06:04:00 12:05:00 18:06:00 18:28:00 18:54:00 19:20:00
20/09/11 04:49:00 05:15:00 05:41:00 06:03:00 12:04:00 18:06:00 18:29:00 18:54:00 19:20:00
21/09/11 04:48:00 05:14:00 05:40:00 06:02:00 12:04:00 18:07:00 18:29:00 18:55:00 19:21:00
22/09/11 04:47:00 05:13:00 05:39:00 06:01:00 12:04:00 18:07:00 18:29:00 18:55:00 19:21:00
23/09/11 04:46:00 05:12:00 05:38:00 06:00:00 12:03:00 18:07:00 18:29:00 18:55:00 19:21:00
24/09/11 04:45:00 05:11:00 05:37:00 05:59:00 12:03:00 18:07:00 18:30:00 18:56:00 19:22:00
25/09/11 04:44:00 05:10:00 05:36:00 05:58:00 12:03:00 18:08:00 18:30:00 18:56:00 19:22:00
26/09/11 04:43:00 05:09:00 05:35:00 05:57:00 12:02:00 18:08:00 18:30:00 18:56:00 19:22:00
27/09/11 04:42:00 05:08:00 05:34:00 05:56:00 12:02:00 18:08:00 18:31:00 18:57:00 19:23:00
28/09/11 04:41:00 05:07:00 05:33:00 05:55:00 12:02:00 18:09:00 18:31:00 18:57:00 19:23:00
29/09/11 04:40:00 05:06:00 05:32:00 05:54:00 12:01:00 18:09:00 18:31:00 18:57:00 19:23:00
30/09/11 04:39:00 05:05:00 05:31:00 05:53:00 12:01:00 18:09:00 18:31:00 18:57:00 19:24:00
  • Crepúsculo civil:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -6º (6 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -6º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas de primeira magnitude e os planetas que possam estar sobre o horizonte. Tipicamente, é o intervalo habitual em que, com o Sol abaixo da linha do horizonte, as cidades ainda não necessitam de iluminação artificial.

  • Crepúsculo náutico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -12º (12 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -12º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas náuticas de primeira e segunda magnitude e consegue-se reconhecer com facilidade as principais constelações. A importância dos astros para os marinheiros remota ao passado quando ainda eram usados para determinar a posição de uma embarcação, medindo a altura das estrelas com um sextante. Quando o Sol está 12º abaixo do linha do horizonte, este é o limite aproximado de luz que permite ver a linha de horizonte marítimo.

  • Crepúsculo astronómico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -18º (18 graus abaixo da linha do horizonte)..
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -18º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o centro do disco solar 18º abaixo da linha do horizonte, podem ser observadas, à vista desarmada, as estrelas de sexta magnitude. Assume-se esta altura, ainda inferior aos demais crepúsculos (-18º), de forma a garantir que a luz do Sol não interfira com as observações astronômicas. (CREPÚSCULO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Crep%C3%BAsculo&oldid=24617474>.)

6) Elongação dos Planetas (Setembro 2011)

Elongação dos Planetas - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

Elongação dos Planetas - Setembro 2011 (Clique para ampliar)

Na astronomia, a elongação de um planeta é o ângulo entre o Sol e o planeta, quando observado da Terra. Quando um planeta inferior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo de sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo de sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus entre 45º e 47º. Estes valores munado em função da órbita elíptica dos planetas, e outra contribuição menor para esta inconsistência é a inclinação orbital de cada planeta que está num plano diferente. (FONTE: ELONGAÇÃO (ASTRONOMIA). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Elonga%C3%A7%C3%A3o_(astronomia)&oldid=24613251>.)

7) Efemérides (Setembro– 2011).

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Data Efeméride
01/09/2011 às 10:06:00 Conjunção Lua – Espiga Alinhamento entre a Lua e a estrela Espiga (Spica).
15/09/2011 às 06:23:00 Apogeu da Lua Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
18/09/2011 às 06:46:00 Conjunção Lua – Plêiades Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
23/09/2011 às 08:23:00 Conjunção Lua – Marte Alinhamento entre a Lua e o planeta Marte.
23/09/2011 às 09:05:00 Equinócio de Setembro Começa o Primavera.
28/09/2011 às 01:01:00 Perigeu da Lua Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).

Obs.:

  1. Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.
  2. Apogeu: ponto de maior distância entre um astro orbitante e outro orbitado.
  3. Perigeu: ponto mais próximo numa órbita entre um astro orbitante e outro orbitado. Tanto apogeu e perigeu acontecem pois as órbitas são elípticas.

8 ) Chuvas de meteoros.

 

Nome Datas Data do pico Ascenção Reta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Pi Eridanídeas Ago 20-Set 5 Ago 25 0,14 -15 59 4 Fraca
Gamma Doradídeas Ago 19-Set 6 Ago 28 0,19 -50 41 5 Fraca
Alpha Aurigídeas Ago 25-Set 8 Set 1 0,23 42 66 7 Média com estrelas muito rápidas e persistentes
Perseidas de Setembro Set 5-Oct 10 Set 8 0,17 47 64 6 Média com estrelas rápidas e persistentes
Aries-triangulídeas Set 9-Set 16 Set 12 0,08 29 35 3 Fraca
Piscídeas Set 1-Set 30 Set 20 0,02 0 26 3 Medium
Kappa Aquarídeas Set 8-Set 30 Set 20 0,94 -2 16 3 Fraca

(*) THZ – Taxa Horária Zenital: é uma média baseada na quantidade de meteoros que, obedecidos certos parâmetros de visibilidade, o observador poderá observar durante uma hora.

9) Mudança de Estação – Primavera

Com o equinócio de setembro (como podem acompanhar na seção de efemérides) temos marcado o início da estação climática da primavera. Será o início do fim da estação seca, por exemplo, aqui no centro-oeste e marcará o início da época das chuvas.

Mais sobre a primavera clique aqui.

Fazendo um flashback temos o seguinte que escrevi sobre o equinócio:

O equinócio acontece quando o dia e a noite tem sua duração igual (por isso o termo “equinócio”, noites iguais) e tem como causa a posição aparente da órbita terrestre, quando o plano do equador celeste (que nada mais é do que a linha do equador projetado na esfera celeste aparente) está em cruzamento com a eclíptica (que é o plano da orbita terrestre ao redor do sol). Lembrando que estamos tratando de planos retratados na esfera celeste (que é uma representação da abóbada celeste, como podemos acompanhar aqui na Terra).

Com o passar dos dias, os dias serão mais longos que as noites (hemisfério sul). Isto favorecerá o aquecimento maior da atmosfera. No verão, os dias são maiores, tendo maior incidência dos raios solares na atmosfera, o fazendo mais quente.

Lembrem-se: isto está relacionado com a inclinação que a Terra possui em relação ao seu plano de órbita; assim em determinadas épocas do ano há uma maior incidência de raios solares no hemisfério sul, enquanto no norte diminui e em outras épocas do ano é o inverso. Por este motivo as estações do ano são invertidas entre os hemisférios sul e norte. (VASCONCELLOS, Ver neste link)

Equador Celeste - Wikipédia

Equador Celeste – Wikipédia

O trecho abaixo é da Wikipédia e explica melhor os conceitos:

Na área da astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar encontra-se metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação. No hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro. No hemisfério sul é o contrário, a primavera inicia em setembro e o outono em março.

FONTE: EQUINÓCIO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Equin%C3%B3cio&oldid=21449358>. Acesso em: 15 ago. 2010.

Também temos:

Em astronomia e navegação, a esfera celeste incluindo a meia esfera do dia e da noite é a propria aboboda celeste que vemos o céu. Visto de qualquer posição forma uma esfera de raio indefinido e concêntrico com as coordenadas da Terra. Todos os objectos visíveis no céu podem ser então representados como projeções na aboboda celeste. Do mesmo modo, são projectados na esfera celeste o Pólo Norte, o Pólo Sul e o Equador terrestres, formando respectivamente os pólos celestiais e o equador celeste .

Em astronomia temos a “esfera celeste” que pode ser considerada como um globo fictício de raio indefinido, cujo centro radial é o olho do observador. Na esfera celeste os pontos das posições aparentes dos astros, independente de suas distâncias marcam esta superfície hipotética. Esta superfície onde aparentemente estão as estrelas fixadas, gira em torno de uma linha chamada de PP’, denominada de linha do eixo do mundo, ou linha dos pólos. Perpendicular a este eixo existe uma superfície circular plana denominada EE’, que é definida como o “Equador Celeste“. Observando-se a superfície circular do ponto de vista do hemisfério norte do plano equatorial e imprimindo-se um movimento no sentido horário no círculo equatorial temos um eixo ZZ’, que é vertical ao lugar onde se encontra o observador, esta é chamada de Zênite (Z, ao norte) e Nadir (Z’, ao sul). Esta linha vertical tem atravessando-a um plano perpendicular que é chamado de horizonte celeste. As retas PP’ e ZZ’ formam um plano chamado de “plano meridiano do lugar”. A direção OS é o sul, e a direção ON é o norte. Perpendicularmente, ou na horizontal temos uma linha chamada de “linha leste-oeste”. Portanto, quando o observador olha para o norte tem o Leste à sua direita e o oeste à esquerda.

FONTE: ESFERA CELESTE. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esfera_celeste&oldid=21006337>. Acesso em: 15 ago. 2010.

10)Fontes.

Arnaldo Vasconcellos




Efemérides Astronômicas – Agosto 2011

ATENÇÃO SPOILERS ASTRONÔMICOS 🙂

Olá novamente a todos. Aqui estão as efemérides do mês de agosto. A seguir, listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua, previsão do tempo em sua cidade, elongação dos planetas, nascer/ocaso do sol (e crepúsculos), efemérides de agosto/2011 e chuvas de meteoros.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/08/2011, Brasília, às 20:00 em horário local (23:00 UTC). Salvo quando for indicado outro local de observação em alguns dos itens abaixo. Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Cesleste - Agosto 2011
Esfera Cesleste – Agosto 2011

2) Horizonte Artificial.

Horizonte Artificial - Agosto 2011

Horizonte Artificial - Agosto 2011

3) Fases da Lua (retirado de software).

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  • Nova: 30/07 – 18:40 UTC.
  • Quarto-Crescente: 06/08 – 11:09 UTC.
  • Cheia: 13/08 – 18:58 UTC.
  • Quarto-Minguante: 21/08 – 21:55 UTC.

4) Previsão do Tempo

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Nascer, Ocaso do Sol e Crepúsculo Solar:

Data C. Astron. C.Náutico (Manhã) C. Civil (Manhã) Nascer. Passagem Meridional Ocaso C. Civil (Anoitecer) C. Náutico (Anoitecer) C. Astron. (Anoitecer)
01/08/11 05:27:00 05:53:00 06:20:00 06:44:00 12:18:00 17:51:00 18:15:00 18:41:00 19:08:00
02/08/11 05:26:00 05:53:00 06:20:00 06:43:00 12:18:00 17:52:00 18:15:00 18:42:00 19:08:00
03/08/11 05:26:00 05:52:00 06:19:00 06:43:00 12:18:00 17:52:00 18:15:00 18:42:00 19:09:00
04/08/11 05:26:00 05:52:00 06:19:00 06:42:00 12:17:00 17:52:00 18:16:00 18:42:00 19:09:00
05/08/11 05:25:00 05:51:00 06:18:00 06:41:00 12:17:00 17:53:00 18:16:00 18:43:00 19:09:00
06/08/11 05:25:00 05:51:00 06:18:00 06:41:00 12:17:00 17:53:00 18:16:00 18:43:00 19:09:00
07/08/11 05:24:00 05:50:00 06:17:00 06:40:00 12:17:00 17:54:00 18:17:00 18:43:00 19:10:00
08/08/11 05:24:00 05:50:00 06:16:00 06:40:00 12:17:00 17:54:00 18:17:00 18:44:00 19:10:00
09/08/11 05:23:00 05:49:00 06:16:00 06:39:00 12:17:00 17:54:00 18:17:00 18:44:00 19:10:00
10/08/11 05:22:00 05:49:00 06:15:00 06:38:00 12:17:00 17:55:00 18:18:00 18:44:00 19:10:00
11/08/11 05:22:00 05:48:00 06:15:00 06:38:00 12:17:00 17:55:00 18:18:00 18:44:00 19:11:00
12/08/11 05:21:00 05:48:00 06:14:00 06:37:00 12:16:00 17:55:00 18:18:00 18:45:00 19:11:00
13/08/11 05:21:00 05:47:00 06:13:00 06:36:00 12:16:00 17:56:00 18:19:00 18:45:00 19:11:00
14/08/11 05:20:00 05:46:00 06:13:00 06:36:00 12:16:00 17:56:00 18:19:00 18:45:00 19:12:00
15/08/11 05:19:00 05:46:00 06:12:00 06:35:00 12:16:00 17:56:00 18:19:00 18:45:00 19:12:00
16/08/11 05:19:00 05:45:00 06:11:00 06:34:00 12:16:00 17:57:00 18:19:00 18:46:00 19:12:00
17/08/11 05:18:00 05:44:00 06:11:00 06:33:00 12:15:00 17:57:00 18:20:00 18:46:00 19:12:00
18/08/11 05:18:00 05:44:00 06:10:00 06:33:00 12:15:00 17:57:00 18:20:00 18:46:00 19:12:00
19/08/11 05:17:00 05:43:00 06:09:00 06:32:00 12:15:00 17:58:00 18:20:00 18:46:00 19:13:00
20/08/11 05:16:00 05:42:00 06:08:00 06:31:00 12:15:00 17:58:00 18:21:00 18:47:00 19:13:00
21/08/11 05:15:00 05:41:00 06:08:00 06:30:00 12:15:00 17:58:00 18:21:00 18:47:00 19:13:00
22/08/11 05:15:00 05:41:00 06:07:00 06:30:00 12:14:00 17:58:00 18:21:00 18:47:00 19:13:00
23/08/11 05:14:00 05:40:00 06:06:00 06:29:00 12:14:00 17:59:00 18:21:00 18:47:00 19:14:00
24/08/11 05:13:00 05:39:00 06:05:00 06:28:00 12:14:00 17:59:00 18:22:00 18:48:00 19:14:00
25/08/11 05:12:00 05:38:00 06:05:00 06:27:00 12:13:00 17:59:00 18:22:00 18:48:00 19:14:00
26/08/11 05:12:00 05:38:00 06:04:00 06:26:00 12:13:00 18:00:00 18:22:00 18:48:00 19:14:00
27/08/11 05:11:00 05:37:00 06:03:00 06:25:00 12:13:00 18:00:00 18:23:00 18:48:00 19:15:00
28/08/11 05:10:00 05:36:00 06:02:00 06:25:00 12:13:00 18:00:00 18:23:00 18:49:00 19:15:00
29/08/11 05:09:00 05:35:00 06:01:00 06:24:00 12:12:00 18:01:00 18:23:00 18:49:00 19:15:00
30/08/11 05:09:00 05:34:00 06:00:00 06:23:00 12:12:00 18:01:00 18:23:00 18:49:00 19:15:00
31/08/11 05:08:00 05:33:00 05:59:00 06:22:00 12:12:00 18:01:00 18:24:00 18:49:00 19:15:00

Um dos critérios para estabelecimento entre a ocorrência de crepúsculo civil, náutico e astronômico:

  • Crepúsculo civil:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -6º (6 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -6º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas de primeira magnitude e os planetas que possam estar sobre o horizonte. Tipicamente, é o intervalo habitual em que, com o Sol abaixo da linha do horizonte, as cidades ainda não necessitam de iluminação artificial.

  • Crepúsculo náutico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -12º (12 graus abaixo da linha do horizonte).
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -6º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o Sol a -12º, conseguem ver-se com certa facilidade as estrelas náuticas de primeira e segunda magnitude e consegue-se reconhecer com facilidade as principais constelações. A importância dos astros para os marinheiros remota ao passado quando ainda eram usados para determinar a posição de uma embarcação, medindo a altura das estrelas com um sextante. Quando o Sol está 12º abaixo do linha do horizonte, este é o limite aproximado de luz que permite ver a linha de horizonte marítimo.

  • Crepúsculo astronómico:
    • Vespertino: desde o pôr do Sol até que a sua altura (o centro do disco solar) seja -18º (18 graus abaixo da linha do horizonte)..
    • Matutino: desde que o Sol atinge uma altura de -18º até este aparecer na linha do horizonte.

Com o centro do disco solar 18º abaixo da linha do horizonte, podem ser observadas, à vista desarmada, as estrelas de sexta magnitude. Assume-se esta altura, ainda inferior aos demais crepúsculos (-18º), de forma a garantir que a luz do Sol não interfira com as observações astronômicas. (CREPÚSCULO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Crep%C3%BAsculo&oldid=24617474>.)

6) Elongação dos Planetas (Agosto 2011)

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Na astronomia, a elongação de um planeta é o ângulo entre o Sol e o planeta, quando observado da Terra. Quando um planeta inferior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo de sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo de sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus entre 45º e 47º. Estes valores munado em função da órbita elíptica dos planetas, e outra contribuição menor para esta inconsistência é a inclinação orbital de cada planeta que está num plano diferente. (FONTE: ELONGAÇÃO (ASTRONOMIA). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Elonga%C3%A7%C3%A3o_(astronomia)&oldid=24613251>.)

7) Efemérides (Agosto– 2011).

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Data Efeméride
05/08/2011 às 03:08:00 Conjunção Lua – Espiga Alinhamento entre a Lua e a estrela Espiga (Spica).
13/08/2011 às 05:41:00 Chuva de meteoros (per) Chuva de meteoros na constelação Perseus.
18/08/2011 às 16:23:00 Apogeu da Lua Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
21/08/2011 às 23:40:00 Conjunção Lua – Plêiades Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
25/08/2011 às 13:36:00 Conjunção Lua – Marte Alinhamento entre a Lua e o planeta Marte.
30/08/2011 às 17:35:00 Perigeu da Lua Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).

Obs.:

  1. Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.
  2. Apogeu: ponto de maior distância entre um astro orbitante e outro orbitado.
  3. Perigeu: ponto mais próximo numa órbita entre um astro orbitante e outro orbitado. Tanto apogeu e perigeu acontecem pois as órbitas são elípticas.

8 ) Chuvas de meteoros.

Nome Datas Data do pico Ascenção Reta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Sigma Capricornídeas Jul 15/Ago 11 Jul 20 20:28:00 -15 30 5 Fraca com estrelas muito lentas e brilhantes
Piscis Austrinídeos Jul 15/Ago 10 Jul 28 22:44:00 -30 35 5 Médias
Delta Aquarídeas do Sul Jul 12/Ago 19 Jul 28 22:36:00 -16 41 20 Forte com estrelas lentas e rasto comprido
Alpha Capricornídeos Jul 3/Ago 15 Jul 30 20:28:00 -10 23 4 Média
Iota Aquarídeas do Sul Jul 25/Ago 15 Ago 4 22:16:00 -15 34 2 Média
Delta Aquarídeas do Norte Jul 15/Ago 25 Ago 8 22:20:00 -5 42 4 Média
Perseidas Jul 17/Ago 24 Ago 12 03:04:00 58 59 90 Forte e muito rápidas
Kappa Cygnídeas Ago 3/Ago 25 Ago 17 19:04:00 59 25 3 Média com velocidades médias e brilhantes
Iota Aquarídeas do Norte Ago 11/Ago 31 Ago 20 21:48:00 -6 31 3 Média
Pi Eridanídeas Ago 20/Set 5 Ago 25 03:28:00 -15 59 4 Fraca
Gamma Doradídeas Ago 19/Set 6 Ago 28 04:36:00 -50 41 5 Fraca
Alpha Aurigídeas Ago 25/Set 8 Set 1 05:36:00 42 66 7 Média com estrelas muito rápidas e persistentes

(*) THZ – Taxa Horária Zenital: é uma média baseada na quantidade de meteoros que, obedecidos certos parâmetros de visibilidade, o observador poderá observar durante uma hora.

9) Fontes.

Arnaldo Vasconcellos




Hora do Planeta

  
Eu vou participar. E você?
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Arnaldo Vasconcellos




Super Moon (super lua) neste dia 19/03/2011

Super Moon é um fenômeno astronômico em que o disco aparente da lua fica um pouquinho maior, devido ao fato de estar no seu perigeu (momento mais próximo da Terra, pois sua órbita é elíptica) e na fase da lua que é a lua cheia.

Super Moon ocorre quando este perigeu acontece ou na lua nova ou na lua cheia. Neste será na lua cheia.

Não há evidência científica que correlacione Super Moon com terremotos. Por isso cuidado com alguns “entendidos” afirmando isso na internet como se isso fosse uma verdade.

Vamos lá, apontar nossas lunetas e telescópios para observamos, mais uma vez, o nosso belo satélite natural, a nossa lua.

Mais sobre Super Moon:

Acesse este blog, ou baixe este arquivo em “pdf” do Observatório Nacional.

Update

Caso você tenha visto ou fotografado, pode deixar seu relato neste link.

Arnaldo Vasconcellos

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Efemérides Astronômicas – Março 2011

Olá a todos! Como de costume, trazemos as efemérides do mês. A seguir as efemérides de março de 2011.

Listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua[bb], previsão do tempo[bb]em sua cidade (com nascer e ocaso do sol), efemérides de março/2011 e chuvas de meteoros.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/03/2011, Brasília, às 20:00 em horário local (23:00 UTC). Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Celeste - Março 2011 (clique para ampliar)

Esfera Celeste - Março 2011 (clique para ampliar)

2) Horizonte Artificial.

Horizonte artificial - Março 2011 (clique para ampliar)

Horizonte artificial - Março 2011 (clique para ampliar)

3) Fases da Lua (retirado de software).

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  • Nova: 04/03 – 20:47 UTC.
  • Quarto-Crescente: 12/03 – 23:46 UTC.
  • Cheia: 19/03 – 18:11 UTC.
  • Quarto-Minguante: 26/03 – 12:08 UTC.

4) Previsão do Tempo, Nascer-do-Sol, Pôr-do-Sol

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Efemérides (Março – 2011).

Efemérides Março 2011

Efemérides Março 2011

Obs.: Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.

6) Chuvas de meteoros.

 

Nome Datas Data do pico Ascenção Reta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Theta Centaurídeas Jan 23-Mar 12 Fev 21 14:00:00 -41 60 4 Fraca
Delta Leónidas Fev 15-Mar 10 Fev 24 11:12:00 16 23 2 Média
Gamma Normídeas Fev 25-Mar 22 Mar 13 16:36:00 -51 56 8 Média
Virginídeas Mar 1-Abr 15 vários 13:00:00 -4 30 5 Média
Delta Pavonídeas Mar 11-Abr 16 Mar 30 13:00:00 -65 31 5 Fraca

7) Fontes.

Arnaldo Vasconcellos

Nome Datas Data do pico Ascensão recta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Theta Centaurídeas Jan 23Mar 12 Fev 21 14:00:00 -41 60 4 Fraca
Delta Leónidas Fev 15Mar 10 Fev 24 11:12:00 16 23 2 Média
Gamma Normídeas Fev 25Mar 22 Mar 13 16:36:00 -51 56 8 Média
Virginídeas Mar 1Abr 15 vários 13:00:00 -4 30 5 Média
Delta Pavonídeas Mar 11Abr 16 Mar 30 13:00:00 -65 31 5 Fraca



Efemérides Astronômicas – Fevereiro 2011

Novamente postamos as efemérides do mês. Desta vez estamos com as de fevereiro de 2011.

Listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua[bb], previsão do tempo[bb]em sua cidade (com nascer e ocaso do sol), efemérides de fevereiro/2011, chuvas de meteoros e o fim do horário de verão.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/02/2011, Brasília, às 20:00 em horário local de verão (22:00 UTC). Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Celeste - Fevereiro 2011

Esfera Celeste - Fevereiro 2011

2) Horizonte Artificial.

Horizonte Artificial - Fevereiro 2011

Horizonte Artificial - Fevereiro 2011

3) Fases da Lua (retirado de software).


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  • Nova: 03/02 – 02:31 UTC.
  • Quarto-Crescente: 11/02 – 07:19 UTC.
  • Cheia: 18/02 – 08:36 UTC.
  • Quarto-Minguante: 24/02 – 23:27 UTC.

4) Previsão do Tempo, Nascer-do-Sol, Pôr-do-Sol

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Efemérides (Fevereiro – 2011).

Data e hora (Hora de Brasília) Efeméride
06/02/2011 às 23:13:00 Apogeu da Lua Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
11/02/2011 às 21:32:00 Conjunção Lua – Plêiades Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
19/02/2011 às 07:27:00 Perigeu da Lua Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
22/02/2011 às 01:02:00 Conjunção Lua – Espiga Alinhamento entre a Lua e a estrela Espiga (Spica).
25/02/2011 às 05:26:00 Conjunção Lua – Antares Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.

Obs.: Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.

6) Chuvas de meteoros.

Nome Datas Data do pico Ascensão recta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Alpha Carinídeas Jan 24-Fev 9 Jan 30 06:20:00 -54 25 2 Fraca
Delta Velídeas Jan 22-Fev 21 Fev 5 08:44:00 -52 35 1 Fraca
Alpha Centaurídeas Jan 28-Fev 21 Fev 7 14:00:00 -59 56 6 Média
Omicron Centaurídeas Jan 31-Fev 19 Fev 11 11:48:00 -56 51 2 Fraca
Theta Centaurídeas Jan 23-Mar 12 Fev 21 14:00:00 -41 60 4 Fraca
Leónidas de Fevereiro Fev 1-Fev 28 vários 11:00:00 6 30 5 Média
Delta Leónidas Fev 15-Mar 10 Fev 24 11:12:00 16 23 2 Média
Gamma Normídeas Fev 25-Mar 22 Mar 13 16:36:00 -51 56 8 Média

(*) THZ – Taxa Horária Zenital: é uma média baseada na quantidade de meteoros que, obedecidos certos parâmetros de visibilidade, o observador poderá observar durante uma hora.

7) Fim do horário de verão (Brasil)

Em 20/fev de 2011 termina o horário de verão brasileiro. Tendo economizado cerca de 4 a 5% da demanda nacional. (Início e fim de horário de verão são regulados, atualmente, pelo decreto 6558/2008).

8 ) Fontes.

Arnaldo Vasconcellos

06/02/2011 às 23:13:00 Apogeu da Lua Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
11/02/2011 às 21:32:00 Conjunção Lua – Plêiades Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
19/02/2011 às 07:27:00 Perigeu da Lua Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
22/02/2011 às 01:02:00 Conjunção Lua – Espiga Alinhamento entre a Lua e a estrela Espiga (Spica).
25/02/2011 às 05:26:00 Conjunção Lua – Antares Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.



Palestra sobre a comunicabilidade molecular bacteriana

Ou como as bactérias falam…

Este vídeo explica de forma muitíssimo interessante sobre como as bactérias podem se comunicar quimicamente e sobre a estratégia de novos antibióticos.

Muito interessante. Com legendas em diversos idiomas.  Pode escolher o português no botão “view subtitles”. Ví o vídeo originalmente no blog “Ciências da Natureza – AL“.

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Muito bom mesmo! Vale a pena assistir e compartilhar este vídeo.

Arnaldo Vasconcellos




Efemérides Astronômicas – Janeiro 2011

Olá mais uma vez a todos. Com esta postagem finalizamos o ano de 2010 e iniciamos uma nova fase, na revolução em torno do sol (que é um fenômeno muito interessante, mas que nos acabamos a acostumar e perder nosso espanto com a natureza).

De certa forma o espanto e a curiosidade com as coisas é o que move a ciência, mas não somente ela, como também a filosofia. E refletindo a entrada de um ano, que é a convenção de uma data para, no final das contas, eventos celestes que são tão presentes em nossas vidas (não estou falando de forma mística, não me entendam mal, mas sim como uma pessoa que vez ou outra sente-se e procura sentir este espanto perante a natureza; espanto que dirige à descoberta e não ao mistério ou ocultismo), é que venho trazer mais uma postagem com as efemérides do próximo mês.

Listaremos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, fases da lua, previsão do tempo em sua cidade (com nascer e ocaso do sol), efemérides de janeiro/2011, chuvas de meteoros.

LEMBRETE: Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/01/2011, Brasília, às 20:00 em horário local de verão (22:00 UTC). Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

Os outros horários, como das fases lunares, estão em UTC (ver link sobre Tempo Universal Coordenado).

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Esfera Celeste - Janeiro 2011

Esfera Celeste - Janeiro 2011. (clique para ampliar)

2) Horizonte Artificial.

Horizonte artificial - Janeiro 2011

Horizonte artificial - Janeiro 2011. (clique para ampliar)

3) Fases da Lua (retirado de software).

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  • Nova: 04/01 – 09:03 UTC.
  • Quarto-Crescente: 12/01 – 11:32 UTC.
  • Cheia: 19/01 – 21:22 UTC.
  • Quarto-Minguante: 26/01 – 12:58 UTC.

4) Previsão do Tempo, Nascer-do-Sol, Pôr-do-Sol

Coloque o nome da sua cidade no campo abaixo e clique em “resultado”. Será redirecionado para serviços do site da INPE.

Previsão para as Cidades
Basta digitar no mínimo as 3 primeiras letras da cidade.

FONTE: INPE

Abaixo a previsão do tempo de capitais pela “Climatempo”.

[climatempo]

5) Efemérides (Janeiro– 2011).

Data e hora (Hora de Brasília) Efeméride
01/01/2011 às 18:07:00 Conjunção Lua – Antares Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
02/01/2011 às 14:32:00 Conjunção Lua – Mercúrio Alinhamento entre a Lua e o planeta Mercúrio.
03/01/2011 às 19:59:00 Periélio da Terra Menor distância entre a Terra e o Sol (147,1 milhões de km).
04/01/2011 às 01:14:00 Chuva de meteoros (qua) Chuva de meteoros na constelação Boieiro (Boötes).
04/01/2011 às 08:52:00 Eclipse solar parcial A Lua oculta o Sol parcialmente.
10/01/2011 às 05:38:00 Apogeu da Lua Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
15/01/2011 às 12:39:00 Conjunção Lua – Plêiades Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
22/01/2011 às 00:10:00 Perigeu da Lua Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
28/01/2011 às 23:53:00 Conjunção Lua – Antares Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
30/01/2011 às 03:36:00 Conjunção Lua – Vênus Alinhamento entre a Lua e o planeta Vênus.

Obs.: Lembrando que as conjunções são alinhamentos aparente entre corpos celestes, ao ser visto da Terra, por exemplo. Para saber mais, acesse este link.

6) Chuvas de meteoros.

Nome Datas Data do pico Ascensão recta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Coma Berenicídeas Dez 12-Jan 23 Dez 20 11:40:00 25 65 5 Média
Ursídeas Dez 17-Dez 26 Dez 22 14:28:00 76 33 10 Forte
Quadrântidas Jan 1-Jan 5 Jan 3 15:20:00 49 41 120 Forte com velocidades médias
Gamma Velídeas Jan 1-Jan 15 Jan 5 08:20:00 -47 35 2 Fraca
Alpha Crucídeas Jan 6-Jan 28 Jan 15 12:48:00 -63 50 3 Fraca
Delta Cancrídeas Jan 1-Jan 31 Jan 17 08:40:00 20 28 4 Média
Alpha Hidrídeas Jan 5-Feb 14 Jan 19 08:52:00 -11 44 2 Fraca
Eta Carinídeas Jan 14-Jan 27 Jan 21 10:40:00 -59 2 Fraca
Alpha Carinídeas Jan 24-Fev 9 Jan 30 06:20:00 -54 25 2 Fraca
Delta Velídeas Jan 22-Fev 21 Fev 5 08:44:00 -52 35 1 Fraca
Alpha Centaurídeas Jan 28-Fev 21 Fev 7 14:00:00 -59 56 6 Média
Omicron Centaurídeas Jan 31-Fev 19 Fev 11 11:48:00 -56 51 2 Fraca
Theta Centaurídeas Jan 23-Mar 12 Fev 21 14:00:00 -41 60 4 Fraca

(*) THZ – Taxa Horária Zenital: é uma média baseada na quantidade de meteoros que, obedecidos certos parâmetros de visibilidade, o observador poderá observar durante uma hora.

7) Eclipse solar – parcial

Haverá um eclipse solar, parcial em 04/01/2011. Eclipses solares parciais são quando a lua bloqueia parte da irradiação solar, criando uma área de penumbra. Pode ser visto com material adequado (como óculos para visualização de eclipses; estes óculos não são óculos de sol comuns) ou através de um furo projetando a luz solar num anteparo (deve-se ter muito cuidado ao observar o sol, para não ter danos na retina). Para saber mais sobre eclipse solar parcial, veja este link. Para saber como montar um anteparo para ver eclipses solares, veja este outro link (a página é para construir uma luneta, mas tem o esquema para construção do anteparo).

Infelizmente o eclipse não será visível no Brasil. Será visível na Europa, Norte da África e a parte central da Ásia. Para saber mais, temos este link para site sobre o evento (da NASA).

Eclipse solar parcial - Janeiro 2011 - Fonte: NASA

Eclipse solar parcial - Janeiro 2011 - Fonte: NASA

8 ) Fontes.

Arnaldo Vasconcellos




Sobre a eticidade do transgênico

Com freqüência (a trema caiu), ao ir fazer compras no mensais no mercado, tenho notado que o oléo de soja vendido normalmente vem sido subnstituído por aqueles fabricados a partir de grãos de soja transgênica – que pode ser identificado pelo ícone de transgênico.

Ícone de alimento produzido com vegetal transgênico

Ícone de alimento produzido com vegetal transgênico

Sempre que for comprar um produto e quiser saber se ele é produzido com transgênicos, basta verificar se tem o ícone (mostrado ao lado). A empresa é obrigada a divulgar no rótulo caso no produto tenha mais de 1% de alimento transgênico em sua composição.

Mas o que é um transgênico? Na wikipédia encontramos a seguinte definição:

Transgênicos (português brasileiro) ou transgénicos (português europeu) são organismos que, mediante técnicas de engenharia genética, contêm materiais genéticos de outros organismos. A geração de transgênicos visa organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original. Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 1970, na qual foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante.

A manipulação genética recombina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Por exemplo, podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais. (TRANSGÊNICOS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Transg%C3%AAnicos&oldid=20480084>. Acesso em: 4 jun. 2010.)

Mas o que a técnica, aplicada pode proporcionar de perigo? Ora, a aplicação desta técnica dentro do setor alimentício é um dos pontos mais visados, que podem proporcionar perigo ambiental (mas não é o único).

Imaginem que uma empresa, a fim comercial de aumentar a produtividade, ou ainda com a intenção de manter safras mais resistentes a agrotóxicos (ou ainda mais resistentes a insetos) utilize da tecnologia de transgenia para produzir alimentos. No link que apontamos anteriormente explica as três principais polêmicas, no qual vou reproduzir sintéticamente a seguir.

Um dos problemas mais discutidos é a polinização cruzada, no qual a espécie transgênica pode reproduzir com espécies não-transgênicas. Assim é possível que o gene inserido artificialmente, via transgenia, possa prevalecer sobre o genoma não transgênico. Isto é problemático, pois uma espécie não transgênica poderia absorver o gene inserido, o que poderia levar a uma diminuição da espécie não-transgênica. Por este motivo, existem estudos que visam estabelecer valores mínimos de distância entre plantações transgênicas e as não-transgênicas.

Outra polêmica gira em torno da possibilidade de culturas transgênicas gerarem efeitos tóxicos na saúde humana.  E outra afirma sobre a possibilidade de alergias causadas por alimentos transgênicos.  Apesar das polêmicas, estudos ainda estão ocorrendo (e seus efeitos reais ainda não foram concluídos), entretanto a possibilidade de que estes alimentos sejam maléficos assusta, e deve ser encarada com muita seriedade.

Embora alguns defensores da aplicação desta técnica à alimentação, digam que ela pode ajudar a aumentar a produção de alimentos e diminuir a fome no mundo; outros rebatem a afirmação, dizendo que na verdade a má distribuição de alimentos é que gera o problema da fome e não necessariamente a sua produção – assim, para estes, não valeria correr o risco de usar tal técnica, visto o desconhecimento de seus efeitos em nossa saúde.

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Outro problema relacionado aos transgênicos é absorção dos genes dos alimentos que comemos por bactérias de nossa flora intestinal. Poderíamos imaginar diversos problemas ligados a este possível efeito – bactérias com genes nunca imaginados estarem naquele determinado genoma; em outras palavras, um possível estrago.

Ainda nesta mesma linha de problemas, poderia-se destacar o que lí outro dia no blog Biologia do Envolvimento. Lá o autor cita o fenômeno em que uma planta parasita pode absorver genes da planta hospedeira. E a questão é, se a planta parasita roubar o gene inserido no hospedeiro. Nas palavras do autor:

Agora imaginem se uma planta parasita dessa rouba justamente o gene de resistência a herbicidas. Vai virar um super parasita que não morre com herbicida. É primordial agora saber o quanto essas transferências são frequentes. (Bouth, Eduardo. In: Biologia do Envolvimento – Se plantar transgênicos o gene fica ali?; disponível em http://biologiadoenvolvimento.blogspot.com/2010/05/se-plantar-transgenicos-o-gene-fica-ali.html)

Com base nos preceitos acima apresentados, podemos ver que o tema dos transgênicos é extremamente importante e complexa, além de não acabada – e cheias de polêmicas, seja de prós ou contras à tecnologia mencionada.

Justamente de olho na polêmica, resolvi verificar a posição da ONG Greenpeace, sobre os transgênicos. Não precisei nem entrar em contato com os mesmos, no próprio site já tem bem explicado.

A introdução de transgênicos na natureza expõe nossa biodiversidade a sérios riscos, como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes e o aumento dramático no uso de agrotóxicos. Além disso, ela torna a agricultura e os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia, e põe em risco a saúde de agricultores e consumidores. O Greenpeace defende um modelo de agricultura baseado na biodiversidade agrícola e que não se utilize de produtos tóxicos, por entender que só assim teremos agricultura para sempre. (http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/, acessado em 2 de junho).

E a seguir, na mesma página podemos ler:

Os transgênicos, ou organismos geneticamente modificados, são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com bactéria.Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos.

O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola.

Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura,

Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a dose de agrotóxicos ano a ano. Não por acaso o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos em 2008 – depois de cerca de dez anos de plantio de transgênicos – sendo mais da metade deles destinados à soja, primeira lavoura transgênica a ser inserida no País.

Além disso, o uso de transgênicos representa um alto risco de perda de biodiversidade, tanto pelo aumento no uso de agroquímicos (que tem efeitos sobre a vida no solo e ao redor das lavouras), quanto pela contaminação de sementes naturais por transgênicas (…) [Grifos meus].

E finalmente remata:

Soluções

– Proibição de aprovações de novas culturas transgênicas, em especial aquelas que são a base da alimentação de nossa população.

– Rotulagem dos produtos transgênicos, para atender plenamente a um direito do consumidor de saber o que está comprando.

– Fiscalização e cuidado na cadeia para que não haja contaminação.

Aqui fica portanto a visão da ONG Greenpeace, para apreciação, como um dos lados da moeda, nesta polêmica.

A fim de garantir um debate entre os dois lados desta moeda, resolvi verificar no site de alguma empresa que produz alimento transgênico a sua argumentação e posição em relação a produção de alimentos baseados em técnicas de transgenia. Visitei o site da Soya, óleo de soja, produzida pela Bunge a partir de gãos de soja transgênica (ver link). Não encontrei nenhuma informação. Por este motivo enviei uma mensagem (no dia 2 de junho), através do formulário presente no próprio site (ver neste link) a seguinte mensagem:

Srs,

estou escrevendo um artigo sobre alimentos transgênicos, como o óleo de soja. Gostaria de extraír qual seria a posição da bunge a respeito da produção de alimentos com base em vegetais transgênicos (visto que a bunge possui óleo de soja com soja transgênica).
O artigo será publicado no blog http://arnaldo.networkcore.eti.br

Aguardo respostas,

Arnaldo.

Infelizmente ainda não obtive nenhuma resposta [1]. Tentarei outro contato e atualizarei este artigo assim que obtiver, pois o meu objetivo é expor as duas partes para que possamos entender a argumentação de ambos.
Desta feita, com as devidas apresentações acima sobre o tema, pergunto-me a aplicação da técnica de transgenia é ética?

Como adoto a posição (já exposta em outros artigos) de não crer que o conhecimento da técnica em si seja ético ou anti-ético, ou ainda sem a polarização de boa ou ruim, pretendo analisar se a aplicação desta técnica em alimentação é ou não ética; visto que outras aplicações ainda não vislumbradas, ou que ainda serão inventadas deverão ter discussões éticas isoladas e únicas. Por exemplo: se alguém  inventar (e aplicar) uma arma biológica atravez desta técnica, já será uma aplicação anti-ética por excelência, a meu ver.

Agora a produção de alimentos, com a mesma, é ou não ética?

Visto os problemas possíveis de biossegurança, já apresentados neste artigo, além de outros problemas de cunho social (como a possibilidade da imposição do consumo de produtos transgênicos a uma classe mais pobre, devido ao seu custo mais baixo que outro produto não transgênico; como ocorre já com os óleos de soja) somos tentados a pensar a coisa como uma aplicação não muito ética.

Por outro lado, quando exposto o argumento de produção de alimentos que cheguem a pessoas mais carentes – apesar de, como já citado, ser um argumento refutável -, nos tenciona a pensar numa possibilidade de produzir alimento transgênico de forma ética. E qual seria esta possibilidade? Devemos nos questionar seriamente quanto a isto.

Ora, analisando todos estes aspectos, penso que produzir alimentos sem ainda estudos conclusivos a respeito das polêmicas desta técnica não é lá muito ético; pois envolve diversas possibilidades de perigos biológicos. Entretanto a produção de alimentos, tão logo as polêmicas sejam resolvidas, seria éticamente plausível. Mas neste ponto reside a questão: até quando teremos estes problemas resolvidos? Por se tratarem de pesquisas científicas podem durar anos para que tenhamos uma base sólida de conhecimento para as polêmicas estejam científicamente resolvidas (e esta demora não é ruim).

Lógico que existem muitas empresas que têm times de especialistas trabalhando em seus produtos, não só produzindo, mas também pesquisando o seu nível de segurança. Isto é na verdade o básico que pode ser feito, mas não encerra, neste ponto, uma solução. A produção deve estar não somente na pesquisa de times de cientistas particulares a buscar um nível seguro e nem somente na aceitação dos níveis de segurança de plantio normatizados pelo país do cultivo; mas sim no diálogo entre toda a comunidade científica (e além dela) sobre as soluções (sejam paliativas ou não) das normatizações e a solução definitiva de cada ponto polemizado, para que venhamos conhecer melhor se a técnica pode oferecer risco ou não a nós e ao meio ambiente.

Antes disto parece-me que uma produção desenfreada de alimentos com esta técnica não cumpre com um papel social e sim comercial. Mas devemos estar aberto para o diálogo, para que possamos averiguar, em todos estes anos que virão, os riscos reais e qual o nível de segurança da produção de alimentos com este tipo de técnica.

Enfim, não termino aqui, neste artigo, sobre toda a eticidade da produção de alimentos transgênicos. Entrementes, creio que é necessário mais estudos acerca de seus níveis de biossegurança, além de buscar outros meios de produção que não ofereçam tantos possíveis riscos ao pesarmos na balança.

Arnaldo Vasconcellos

Notas

[1] – A Bunge respondeu meu email, nesta segunda, embora a resposta não tenha sido satisfatória, pois não respondeu a questão central. De qualquer forma esperarei a resposta da área responsável, conforme email abaixo (caso necessário for, entrarei em contato novamente).

Ainda não coloquei no corpo do texto a atualização conforme o prometido, por falta de tempo; por este motivo lanço esta nota.

Abaixo está a resposta enviada pela bunge.

Prezado Arnaldo,

Recebemos seu e-mail e informamos que sua mensagem já foi encaminhada à área responsável.

Agradecemos seu contato com a Bunge Alimentos e  informamos que os óleos da empresa não podem ser considerados  transgênicos pois contem menos de 1% de soja transgênica e nem sempre e utilizado esta espécie de soja transgênica  permanecemos à disposição para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos.

Nos contate sempre que desejar.

Um abraço.

 

UPDATE 22.08.11

Um exemplo de óleo não transgênico comercializado

Um exemplo de óleo não transgênico comercializado

Recentemente comprei um óleo de soja que não é transgênico e que exibe isto em seu rótulo. Se trata do óleo de soja “Leve”. Uma breve pesquisa da internet mostrou-me que a empresa por trás do óleo (Imcopa) tem aumentado a produção de óleo não-transgênico. A empresa é sediada no Paraná e tem como alvo o nicho de mercado que não quer consumir alimentos transgênicos. Mais informações em http://www.agrosoft.org.br/agropag/102180.htm.

 

Arnaldo Vasconcellos




O que é então o criacionismo?

A Criação de Adão - Afresco de Michelangelo Buonarroti - Capela Sistina

A Criação de Adão - Afresco de Michelangelo Buonarroti - Capela Sistina

Este artigo é uma resposta ao: “o que o criacionismo não é?” (1).

Durante conversas com um colega, foi feita a sugestão que eu fizesse uma leitura do referido artigo de Michelson. A leitura serviria como uma permuta de análise de artigos.

O artigo O que o criacionismo não é, escrito por Michelson Borges, estabelece que no ano de Darwin (2009) a teoria da evolução estaria sofrendo ataques, alguns bem fundamentados e outros não. Embora não exponha largamente no artigo quais seriam todas as supostas críticas bem fundamentadas ao evolucionismo  – o foco do artigo não é falar sobre evolucionismo, mas sobre o que o criacionismo não pode ser considerado. O autor diz o seguinte:

Todos sairiam ganhando se se deixassem de lado motivações ideológicas e fossem verificados – sob o melhor rigor científico – os fatos e em que aspectos eles favorecem esse ou aquele modelo. (Borges, M. In: o que o criacionismo não é?)

Concordando com suas palavras acerca da suspensão dos valores ideológicos, efetuando uma espécie de suspensão aos meus valores creditados tentarei ser o mais analítico possível quanto ao artigo e alguns comentários acerca do mesmo.

O autor do artigo, logo deixa claro qual será sua abordagem. Irá mostrar o que, supostamente, o criacionismo não é:

Por isso, é necessário desfazer alguns mal entendidos repetidos por gente que adora uma boa polêmica. Eis alguns deles: (idem)

O autor, portanto inicia suas explicações, clareando melhor acerca do que não é criacionismo, sob sua visão.

Coloco que é sob sua visão pois lendo com cuidado notei que certas explicações não são totalmente eficazes para salvar o criacionismo como teoria plenamente científica. De um âmbito geral o artigo é bem escrito, tem um espírito que não me parece enganatório, pois parece esclarecer sobre o criacionismo, mas efetivamente está envolto numa visão de mundo determinado.

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O autor lista alguns mal entendidos sobre o criacionismo (segundo o mesmo) e esclarece sobre cada um. O primeiro deles é o que diz que o “criacionismo é anticientífico”. Acompanhe as palavras de Michelson:

Para Earl Aagaard, professor de Biologia da Universidade Adventista do Sul, em Collegedale, Tennessee, EUA, a fonte de discórdia reside em especulação histórica. “Os cristãos em geral, e os adventistas em particular, têm muito pouca dificuldade com os resultados empíricos da ciência”, diz Aagaard. “As disputas (…) se manifestam no lado histórico das coisas – em Arqueologia, Paleontologia, Geologia, etc., onde o procedimento consiste em coligir dados e então narrar uma história para explicá-los.” (Idem)

Neste trecho o autor cita Earl Aagaard e existe uma clara intenção em deixar a discussão como apenas possibilidades interpretativas do problema, pois nesta citação fica clara que o problema é como coligir os dados e tratá-los historicamente.

Em seguida o autor cita outro senhor, Nahor Neves que teria criado um resumo esquemático das seguintes áreas: evolucionismo, criacionismo e design inteligente (mais a frente questiono a extração do design inteligente como algo não criacionista).

O trecho é este:

Nahor Neves de Souza Jr. é geólogo e doutor em engenharia pela USP. Como professor e pesquisador universitário, nos últimos 26 anos (metade deles dedicados ao ensino e à pesquisa em duas conceituadas universidades, USP e Unesp), ele tem procurado conhecer em profundidade os três modelos principais: evolucionismo, criacionismo e a teoria do design inteligente. Esse estudo específico e comparativo o induziu a buscar definições mais precisas e epistemologicamente mais corretas para os modelos em questão. Ele elaborou um esquema bastante sintético, mas esclarecedor, a respeito dos três paradigmas:

Evolucionismo = conhecimento científico + naturalismo filosófico
Criacionismo = conhecimento científico + teologia bíblica
Design inteligente = conhecimento científico + argumento teleológico (idem)

Ora, a primeira coisa que saltou-me às vistas neste esquema é a sua simplificação.  Outro fato patente é de utilizar para os três a seguinte fórmula: “conhecimento científico + x”. Conhecimento científico é tratado neste esquema como uma constante. É estranho, pois o autor trata que cada tema (evolucionismo, criacionismo) como paradigmas, mas parece esquecer que “paradigma” orienta também, na visão do filósofo Thomas Kuhn (um dos resposáveis pela inserção to verbete paradigma em teoria da ciência) o que neste esquema é tratado como “conhecimento científico”.

O que seria então este conhecimento científico que o sr. Nahor Neves diz e Michelson endossa? O que então orientaria algo a ser “científico”?

Portanto, para o autor parece ficar claro que o evolucionismo, criacionismo etc não são teorias científicas, pois seriam teorias com um suposto cunho metafísico somado a conteúdos científicos (NOTA: Embora o conteúdo científico seja baseado em paradigmas, segundo Kuhn, e portanto tenha imagens tácitas de natureza e ciência, como abordamos em outros artigos, essas orientam o método seja em ontologias ou epistemologias tácitas; já no esquema apresentado parece existir uma constante ‘conhecimento científico’ somado a uma metafísica, o que não é sinônimo das imagens tácitas por um simples motivo: as imagens de natureza/ciência, embora de cunho “metafísico”, orientam já o que é conhecimento científico e determinam o seu método; assim a fórmula não seria uma soma de constante “conhecimento científico” + concepção ‘metafísica’. Este seria um erro estrutural da formulação apresentada). Podemos notar mais claramente esta posição do autor, de que não são teorias científicas, no seguinte parágrafo:

Esse esquema ajuda a compreender que os três modelos têm um componente científico e outro metafísico. Segundo Nahor, “qualquer paradigma que busca compreender eventos pretéritos únicos e irreproduzíveis (cientificamente não testáveis ou não falseáveis), utilizará, necessariamente, argumentos científicos e metafísicos na construção de modelos. Ou seja, os três paradigmas considerados [existem outros, como o criacionismo islâmico, o criacionismo progressivo, o evolucionismo panteísta, o evolucionismo teísta, etc.] podem, genericamente, ser assim definidos: uma associação entre conhecimentos científicos e conhecimentos metafísicos. Portanto, nenhum desses paradigmas (ou estruturas conceituais) deveria ser traduzido como uma teoria científica (ou seja, um conjunto conciso de afirmações que explicam um conjunto abrangente de fenômenos, na definição do físico Urias Takatohi). Da mesma forma, o evolucionismo não deveria ser confundido com filosofia (ou naturalismo filosófico), bem como o criacionismo não seria sinônimo de religião (ou conhecimento bíblico)”.(Idem). [Grifo meu].

Entretanto, neste mesmo parágrafo o argumento que retira o caráter de teoria científica aos três elementos apresentados, é utilizado para, sutilmente, tentar retirar o criacionismo do sinônimo de religião.

A observação esquemática é interessante, mas é preciso deixar mais claro: afinal o evolucionismo é científico ou não para o autor? E os outros temas como o design inteligente e o criacionismo, são científicos ou participam do mesmo critério do autor?

Algo interessante para se salientar é que a citação dada do físico Urias Takatohi que teoria científica seria “um conjunto conciso de afirmações que explicam um conjunto abrangente de fenômenos” que poderia ser classificada, sob a mesma ótica do esquema, como algo “naturalista”. Pelo menos no contexto empregado é apenas isso que podemos extrair desta frase. O mesmo pode-se dizer das palavras de Nahor, pois para este ao analisar eventos pretéritos, impossíeis, para ele, de serem testados (e neste ponto pode-se entrar um outro problema relacionado ao binômio testabilidade/observação) é, na melhor das hipóteses uma postura com uma imagem de natureza tácita naturenaturalista, pois a testabilidade e a observação compreendem testes/observações de elementos presentes e/ou explicáveis numa dada natureza. Mas neste ponto é que mora a questão: Michelson disse que nenhum dos “paradigmas” apresentados podem ser concebidos como uma teoria científica dentro dessa definição de teoria científica. Ora se a definição apresentada de teoria científica é empregada de uma forma naturalista (no sentido que a natureza será explicada por base em processos naturais ) como que uma fórmula do tipo “conhecimento científico + naturalismo filosófico” não pode ser empregado como ciência? O evolucionismo não se propõe a explicar um fenômeno (origem das espécies) ou um conjunto deles? Sim, o evolucionismo explica com bases naturais o surgimento das espécies. Entendam que estou enfatizando que se formos utilizar o esquema apresentado e o crivo do que é “teoria científica” apresentada no artigo de Michelson podemos sim considerar o evolucionismo uma teoria científica. Se certa ou errada é outra análise.

Para deixar ainda um pouco melhor a discussão, sugiro a leitura do verbete “Naturalismo” no Dicionário de Filosofia, de Ferráter Mora. Lá é possível encontrar a definição lato sensu (palavra, inclusive, de múltiplas sutilezas de definições):

(…) atitude filosófica, ou a doutrina filosófica, (…), que avaliam ser a Natureza e as coisas que nela há as únicas realidades existentes. (…) [NOTA: o link não possui o livro completo. Favor ver livro físico].

Mas também é possível encontrar explicações sobre pseudonaturalismo etc. Portanto para fins de estudo nos deteremos na definição lato sensu e suas variações (embora a discussão ao tema seja interessantíssima, o suficiente para desmascarar a igualdade que alguns criacionistas põem entre naturalismo, materialismo e ateísmo, dentre outras coisas – mas isto é campo para outro possível artigo).

Voltando aos outros “paradigmas” que Michelson cita en passant, como o evolucionismo teísta ou o panteísta, percebemos que não são abordados no esquema. Mas imagino que o evolucionismo panteísta seria na dada formúla “conhecimento científico + naturalismo filosófico + panteísmo”. Ou ainda o teísta “conhecimento científico + naturalismo filosófico + teísmo”. Talvez nestes esquemas não devem ficar claro que existem pontos que devem ser apagados ao unirmos mais de um destes elementos (até porque um evolucionista teísta deveria excluir alguns preceitos do suposto naturalismo; se formos seguir a lógica de que estes paradigmas são todos enquadrados numa mesma categoria).

Aparentemente a classificação do esquema é muito simplista e como abordado no parágrafo anterior não deixam claro se com a soma de “paradigmas” podem haver perdas de características entre si ou se todas são somas pura e simplesmente.

A simplicidade do esquema a meu ver esconde uma riqueza muito maior. Faço a seguinte divisão que é um tanto instrumentalista, mas creio funcionar bem: teorias científicas são instrumentos. Se eu sou um cientista que utiliza o evolucionismo e contribuo descrevendo comparações entre proteínas de diversas espécies estou publicando e trabalhando sobre a teoria científica, que é o evolucionismo moderno, estou aperfeiçoando o cabedal instrumental que a teoria representa para enterdermos a natureza. Entretanto se debruço sobre essa teoria e analiso filosoficamente sobre a possibilidade de que uma crença específica (no caso poderia estar a me referir na crença em Deus) estar relacionada com a teoria não é necessariamente uma teoria científica – isto significa que seu eu sou um evolucionista e decido tomar uma posição chamada de “evolucionismo teísta”, aceitando que a evolução não exclui a minha crença em Deus, eu não estou praticando ciência (e nem aperfeiçoando a teoria da evolução), mas sim estarei aceitando e praticando uma posição metafísica, de como encaro os magistérios da ciência que pratico para com os da religião que posso vir a acreditar. Deixa explicar melhor: se um dado cientista que publica seria e regularmente artigos evolucionistas tratando do ponto em que a aleatoriedade é ponto possível para engendrar multiplicidade em espécies, este está trabalhando com uma teoria científica. Agora se o mesmo acredita em Deus e acredita que a aleatoriedade pode ser “instrumento” de Deus executar tal feito está fazendo um uso instrumental da teoria científica com base em sua crença. Este último seria considerado um pensamento evolucionista teísta, mas nem por isso seria ciência – o escopo destas duas são diferentes.

Imaginemos outro caso. Estevão é um cientista. É físico. Trabalha com a teoria de multiplas dimensões. Se em seu íntimo acredita que outras dimensões podem ser habitadas por anjos, não é esta última crença uma teoria científica – não é falseável e não é coerente com outras instâncias falseáveis. Humanos podem fazer ciência e podem facilmente pensar sobre ciência utilizando seus produtos juntamente com suas crenças de forma, isso porque nós humanos possuímos uma capacidade concatenadora de idéias muito grante (que nem sempre corresponderão necessariamente à realidade, entretanto é uma característica muito peculiar).

A teoria é mais um produto científico e portanto analiso que os “paradigmas” citados por Michelson não são realmente teorias científicas, pois não são falseáveis, mas o crivo usado por Michelson do que é teoria científica parece não se aplicar ao evolucionismo, ou o esquema falha brutalmente. O evolucionismo é teoria, mas também pode ser usado como um “paradigma” que orienta pensamentos e conclusões filosóficas (em lato sensu, conforme a capacidade concatenadora que afirme acima, e isto pode acontecer em qualquer teoria). Entendam, pode ser usado. Toda teoria científica pode ser usada; em última instância quero afirmar que são usáveis. O fato de que podemos usar como paradigma de nossas conclusões não demonstra que seja a melhor forma de fazer uso. Não é incomum muitas deturpações aos usos deste tipo (inclusive o surgimento de pseudociências com este tipo de uso), mas também é interessante a multiplicidade de idéias que se podem surgir com tal ato. Entretanto não podemos confundir uma coisa com outra. É necessário deixar as coisas claras neste âmbito.

Da mesma forma uma crítica endereçada a um paradigma desses não é uma crítica direta a uma teoria científica. É no máximo uma crítica externa à teoria. Criticar um ideal evolucionista panteísta é em última análise criticar a própria idéia de panteísmo orientada por uma visão evolucionista. Não é aplicável à teoria da evolução em si. Teorias científicas devem ser criticadas a nível de teoria (e este é um ponto que repito muito em minhas conversas).

Inclusive ideiais que usam teorias científicas são muitos e profusivos: um ideal de evolucionismo teísta poderia incorporar facilmente ideais de design inteligente e criacionistas (se considerar que a aleatoriedade pode ser um instrumental de uma inteligência seja exterior ou interior – no caso do panteísmo), e este fato não faz com que o evolucionismo teísta (ou o panteísta) seja mais teoria científica do que o criacionismo: ambos são interpretações de fé.

Entretanto Michelson parece saber disso, acima citado (que teorias devem ser criticadas a nível de teoria); coisa que pode ser esclarecida na seguinte passagem:

O “ano de Darwin” ainda promete muita discussão mal focalizada. Os mal entendidos continuarão sendo impressos e veiculados por parte de pessoas que recusam se enfronhar no âmago da questão. Que os criacionistas não repitam esse erro. Grande parte deles não conhece muita coisa sobre as teorias evolucionistas e tenta combatê-las, o que torna normalmente seus argumentos frouxos e falaciosos. [Grifo meu].

Mas, voltando às classes de paradigmas, até então Michelson não deixa claro se aplica a todas as classes, como paradigmas de idéias ou se são realmente ciência. Apesar de sabiamente indicar que uma crítica deva ser a nível de teoria (como eu muito falo nos blogs que visito) o autor não deixa claro sua posição aos supostos paradigmas apresentados (se todos não podem ser teoria científica, ou se uma ou outra o é.

O fixismo

Em seguida no artigo, o autor irá trabalhar com a afirmação de que os criacionistas são fixistas. No texto diz o seguinte:

Essa é uma afirmação tão incorreta quanto aquela que diz ser o homem descendente do macaco (os darwinistas geralmente não afirmam isso). Os criacionistas bem informados entendem que Deus dotou os seres vivos da capacidade de variação, o que lhes permite sobreviver em ambientes diferenciados. A isso chamam de “microevolução”, ou “diversificação de baixo nível”, nas palavras do biólogo e diretor do Geoscience Research Institute, Dr. James Gibson.

Para o Dr. Aagaard, “se as populações não fossem capazes de ‘evoluir’ em resposta ao fato de o clima tornar-se mais seco, ou mais frio, ou quaisquer outras mudanças que têm ocorrido, então a extinção total seria o provável resultado”.

Assim, segundo a visão criacionista, Deus criou os tipos básicos (“espécies”) de seres vivos e eles “evoluíram” de forma mais ou menos limitada (a tal “árvore da vida” proposta por Darwin estaria para os criacionistas mais para um “gramado”). Extrapolar e dizer que todos os seres vivos descendem de um mesmo ancestral unicelular comum (“macroevolução”), isso, sim, embora teoricamente plausível, não tem sido empiricamente demonstrável.

Apesar do exposto pelo autor, na história dos movimentos criacionistas existiram pessoas com pensamento fixista (seja por interpretação literal da bíblia, ou por desconhecimento da teoria que querem previamente atacar).

Mesmo assim a afirmação do autor é relevante. Não podemos generalizar e colocar todos criacionistas no mesmo saco e falar “são fixistas”. Existe uma multiplicidade enorme nos movimentos criacionistas e alguns deles realmente aceitam preceitos de microevolução. Mas será que aceitar a microevolução é realmente dixar de ser fixista? Pois bem, se, por outro lado interpretarmos o que é fixismo de um modo mais stricto sensu veremos que ser fixista pode ser não aceitar mudança de espécie (e não apenas mudança na espécie). Desta feita aceitar microevolução em detrimento da macroevolução é um tipo, mesmo que gradual, de fixismo.

Mas se interpretarmos fixismo como ausência de mudança, completa, realmente existem criacionistas que não se encaixam no termo. De qualquer forma parece haver uma gradação da doutrina fixista. E dentro desta gradação é importante lembrar que já existiram e podem ainda existir alguns criacionistas participantes do fixismo stricto sensu e já existiram e podem ainda existir participantes do fixismo lato sensu, visto que o movimento criacionista é diversificado.

O que parece ser mais acertado é não generalizar, mas querer extirpar que alguns participaram ou ainda participem do fixismo é um pouco de exagero.

Na definição da Wikipédia fixismo é:

Fixismo era uma doutrina ou teoria filosófica bem aceita no século XVIII. O fixismo propunha na biologia que todas as espécies foram criadas tal como são por poder divino, e permaneceriam assim, imutáveis, por toda sua existência, sem que jamais ocorressem mudanças significativas na sua descendência. Um dos maiores defensores do fixismo foi o naturalista francês Georges Cuvier.

O fixismo na geologia, sustenta que os continentes teriam se mantido estáveis e fixos em seus lugares atuais através de toda história geológica. Essa corrente de pensamento antecede historicamente a teoria proposta por Alfred Wegener em 1912, da deriva contiental, que propõe que os continentes tenham se movido ao longo das eras. Atualmente a deriva contiental é aceita na forma da teoria das tectônica de placas, mas o fixismo geológico persistiu sendo defendido por um considerável tempo até que o acúmulo de evidências eventualmente favoreceu a aceitação científica da deriva continental. (FIXISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fixismo&oldid=16300360>. Acesso em: 3 mar. 2010).

Criacionistas odeiam Darwin e a evolução

Seguindo a mesma linha da seção anterior também parece ser forçoso extirpar todos os criacioniostas de um “ódio”, porque é possível que alguns façam debates motivados por um ódio. Ainda mais quando no desconhecimento da teoria estão, apenas para sustentar suas crenças. E como já citado, existe uma passagem no texto que o autor assume que existem debates fora de foco, e portanto baseados em desconhecimento – para estes é plausível que, em face no desconhecimento parcial ou total, façam suas críticas com um ódio. Entretanto é mais forçoso ainda querer que todos eles devam necessariamente odiar, pois parece que estamos imputando uma infantilização; o que sabemos ser errado (e parece que é este último pensamento de generalização que o autor combate acertadamente).

O mais certo é, julgo, considerar que não precisa ser um ódio a motivar os criacionistas, embora alguns possam padecer deste ítem. Mas, mesmo assim, não podemos generalizar. Talvez, na melhor interpretação possível, os que podem efetuar debates por ódio o façam por equívoco ou desconhecimento da teoria da evolução.

O autor diz o seguinte:

Segundo o biólogo Tarcísio da Silva Vieira, mestre em Química pela Universidade de Brasília, professor universitário de Química Orgânica e membro colaborador da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), simpatizantes do modelo criacionista que tenham tido formação acadêmica entendem a importância da teoria da evolução e reconhecem a contribuição dada por Darwin à comunidade científica. “Entendemos que há aspectos no evolucionismo fundamentados, os quais são úteis para a compreensão de muitos fenômenos naturais, assim como para a interpretação de dados. A esses aspectos nenhum criacionista que tenha formação científica se opõe. Porém, como em toda teoria, há alguns pontos no evolucionismo que não são sustentáveis e devem ser questionados, seja por um cientista ou por um estudante de ciências”, pondera.

Os palestrantes da SCB deixam isso evidente no trabalho que vêm realizando no País. “Por isso”, diz Tarcísio, “quando escritores desprovidos de conhecimento do que é o modelo criacionista afirmam que as teses defendidas pelos simpatizantes do criacionismo vão contra o desenvolvimento de vacinas e antibióticos, ou mesmo contra o desenvolvimento científico, estão sendo desonestos.”

A bióloga Márcia Oliveira de Paula, doutora em microbiologia e presidente do Núcleo de Estudos das Origens (NEO), do Centro Universitário Adventista (Unasp, campus São Paulo), arremata dizendo que “a teoria da evolução não consegue explicar a origem da vida por processos naturais, a partir de matéria não viva; também não consegue explicar a origem da informação genética de sistemas irredutivelmente complexos; não consegue explicar o aumento de complexidade que teria acontecido nos organismos durante o processo evolutivo, ou seja, não consegue explicar a origem de novos órgãos, sistemas de órgãos e novos planos corporais. Em relação ao registro fóssil, a teoria da evolução não consegue explicar a Explosão Cambriana [surgimento repentino de formas de vida complexas no registro fóssil]; e também não consegue explicar a falta de formas de transição entre os principais grupos de organismos”.

O que ocorre, de fato, é que, como já visto, criacionistas se opõem a aspectos do darwinismo e não têm motivos para “odiar” Darwin – ou qualquer outro ser humano. Além do mais, o que a maioria das pessoas diz que Darwin disse ou é lenda urbana, ou é derivado da teoria darwinista, e não do próprio punho dele.

De qualquer forma, fica registrado o intuito do autor a esclarecer a abertura de um debate epistemológico, que julgo ser importante e que também defendo, que é assumir, em outras palavras as limitações científica (e ao meu ver também a falibilidade humana) e discutir os pontos em que a teoria evolucionista possui supostas lacunas. Este seria uma forma legítima. Porém não vejo que esta abertura meta-científica, epistemológica, possa representar uma legítima substituição do evolucionismo pelo criacionismo. Até porque o debate das limitações não fica somente em uma teoria; qualquer possibilidade humana de teorizar possui lacunas devido ao seu escopo de estudo (E isso não constitui argumento para sua inferiorização, visto que uma ciência ou teoria ter limites não é sinônimo em falhar em seu escopo – este último sim é motivo para troca, ver por exemplo a história do éter).

Particularmente acho importante a discussão dos limites e escopos das ciências e suas teorias (e por isto escrevo neste blog), mas isto não é argumento suficiente para uma necessária substituição, como já abordado, visto que a própria ciência trabalha em retrabalhar seus tecidos teóricos, até certo grau.

Criacionistas creem no Deus das lacunas

O autor afirma:

Essa acusação faz parecer que os criacionistas colocam Deus como explicação para todas as questões não respondidas em ciência, dando a impressão de que são pesquisadores acomodados.

Não necessariamente. Significa que existem pontos que, dentro de uma metodologia com explicação do natural estes assumem explicações sobrenaturais. Afirmações que podem ser tomadas como incompatíveis com o método empregado na ciência em que está se trabalhando.

(…)Ao contrário disso, segundo Tarcísio, “investigar a natureza e fazer ciência é uma motivação deixada pelo próprio Deus ao ser humano. (…)

Esta é uma afirmação de fé. Um cientísta panteísta poderia afirmar que é uma tarefa dada pela natureza. Um cientísta antropocentrista poderia afirma que é uma tarefa que naturalmente existe em função de nós humanos. Um outro cientísta ateu pode afirmar que é simplesmente uma tarefa de sua profissão. Da mesma forma um cientísta teísta pode afirmar também ser uma tarefa de sua profissão. Um cientísta x pode afirmar ser sua competência ética. Esta é uma afirmação de cunho religioso e não procede para explicar o porque o criacionista não crê em um Deus das lacunas.

O criacionismo afirmando que não temos como reduzir a complexidade da informação biológica (interpretada por muitos como uma lacuna explicativa) e portanto isto seria conclusão da existência de um Deus, embasa-se justamente na suposta lacuna de uma explicação mais convicente a respeito da multiplicidade e irredutibilidade da informação biológica.

(…)Ao observar um fato que aparentemente se oponha às teses que se acredita estarem corretas, um pesquisador criacionista simplesmente não fecha os olhos ou procura distorcer os fatos para ‘encaixar’ a realidade em sua visão de mundo“.(…) [Grifos meus].

É tendencioso afirmar que pesquisadores não-criacionistas fecham os olhos e distorcem fatos por não se encaixar na teoria. Deve ser de conhecimento geral como a ciência funciona seus trabalhos e retrabalhos teóricos, envolvidos em aperfeiçoar hipóteses auxiliares, e que isto não constitui ilicitude no processo científico (e que é diferente de “distorcer”).

Entretanto a questão de existência de fraude em ciência é um tema que está além deste funcionamento – a ciência, como qualquer outra atividade humana está passível de possuir casos de fraudes, por causa de motivações pessoais dos cientístas; mas isto é estruturalmente diferente de dizer que re-trabalhar teorias (hipóteses auxiliares) sob a luz de novas evidências é necessariamente equivalente a fraudar.

Fraudar um fóssil é uma coisa, discutir conceitos teóricos e re-trabalhar a teoria é outra coisa.

Um exemplo disso foi a descoberta de pegadas humanas com pegadas de dinossauros no leito do rio Paluxy, no Texas, EUA. Depois de algum tempo, conforme explica o Dr. Roberto Biaggi, diretor do Geoscience Research Institute (filial argentina), foi descoberto que as pegadas de dinossauro eram genuínas, mas as humanas, não. Quem descobriu a fraude? Cientistas criacionistas do GRI, mantido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seria uma tremenda prova da coexistência entre humanos e dinossauros, mas a honestidade científica sempre deve prevalecer. [Grifos meus].

A existência de um caso como este é ótimo, mas não serve de exemplo que criacionistas devam ser mais éticos que outros cientistas com posições de fé diferentes. Usar isto como exemplo é generalizar. E não constitui explicação do porque o criacionismo não está relacionado com Deus das lacunas.

Essa discussão toda é entre fé e ciência

O autor diz:

Na verdade, conforme explica o biólogo Tarcísio, o verdadeiro embate entre as argumentações evolucionistas e criacionistas está centrado na existência ou não de planejamento e intenção nas coisas existentes. (…)

O Evolucionismo baseia-se em explicar a origem das espécies, sua multiplicidade por meio a bases naturais. Lógico que o criacionista vê nisso um problema, visto que para alguns isto representa um corte com sua crença em uma Ser criador. Embora existam evolucionistas que possam acreditar em Deus, o criacionismo quer pôr isso em formato científico. Então o embate não é somente no “planejamento e intenção de coisas existentes”, em primeiro plano sim, mas também na inserção de uma explicação além-ciência dentro do escopo científico. É como se alguem quisesse explicar a queda dos corpos com uma intenção de um algum tipo de ser (não precisa ser necessariamente Deus) ou algum outro tipo de intencionalidade do mundo em chamar uma pedra ao chão. Esse tipo de pensamento teleológico era de certa forma empregado na física aristotélica.

(…) Dentro desses limites, a discussão poderia ser puramente científica. Enquanto o evolucionismo defende a ideia de acaso e aleatoriedade, buscando explicar a vida como o resultado de causas puramente naturais, o criacionismo defende a ideia de propósito e planejamento, buscando explicar a vida como sendo resultante da ação criadora de um Deus que ainda hoje se relaciona com o ápice de sua criação: o ser humano. [Grifo meu].

Está claro, principalmente na segunda parte grifada, a inserção de fatores de paradigmas sobrenaturais por cima de uma ciência que não possui este tipo de escopo.

O que a mídia popular procura fazer é polarizar a discussão como se tudo se tratasse de ciência versus crendice e irracionalidade. (…)

Historicamente foi este o intuito dos primeiros criacionistas, um embate entre a ciência produzida na época e a fé por eles creditada (portanto não creio que a palavra “crendice” seja acertada em usar).

(…) Para Enézio Eugênio de Almeida Filho, mestre e doutorando em História da Ciência pela PUC-SP e coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, “essa controvérsia é resíduo do ranço materialista do século 19. A controvérsia no século 21 não é se as especulações transformistas de Darwin contrariam relatos de criação das concepções religiosas, mas se as evidências corroboram Darwin. Elas não corroboram, e aí está o ponto científico que deveria ser abordado ouvindo-se os dois lados publicamente. Elas apontam em outra direção: design inteligente”. [Grifos meus].

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É muito bonito quando afirma que deve-se verificar (e que este seria o atual embate) no fato de evidências corroborarem ou não a teoria da evolução. Mas é importante questionar: qual a gravidade das evidências que, supostamente, não corroboram com a síntese evolutiva? Será que são relacionadas a conceitos centrais da teoria, ou será que são conceitos que são de hipóteses auxiliares, ou ainda de interpretação duvidosa a cerca da não corroboração? É importante saber disto porque também existem muitas evidências que corroboram com a mesma.

Não será tendencioso dizer que, toda e qualquer evidência que a priori enfraqueça uma parte da teoria da evolução tem que ser necessariamente uma evidência que aponte para o design inteligente? Isto pode ser uma afirmação baseada (norteada) na fé. As mesmas evidências poderiam ainda não representar elo lógico a esta teoria. Seria uma generalização.

Os pontos seguintes citados como “desvio” do embate, são todos pontos em que são estudados e possuem certas explicações a respeito.

Criacionistas querem introduzir religião nas aulas de ciências

Dentre algumas afirmações do autor a respeito do conhecimento da laicidade do Estado pelos criacionistas, além da falta de profissionais na área, podemos destacar que o mesmo afirma que não é necessariamente interesse dos criacionistas ensinar nas aulas de ciência, pelo menos no Brasil, o criacionismo. Isso, particularmente, acho bom. Ainda prossegue dizendo que é melhor ensinar criticamente o darwinismo expondo acertos (o que é bom, pois alguns criacionistas põem tendenciosamente a evolução como um emaranhados de erros) e seus erros. Isto seria melhor ainda, pois advogo inicialmente uma posição similar, não somente à teoria da evolução, mas a toda ciência, ensinando que ela não é uma mágica infalível, mas sim uma empreitada humana – e por este motivo acho que a palavra ‘erro‘ equivoca-se, pois teorias podem ter falhas periféricas em seu desenvolvimento.

Portanto acho que melhor, e mais amplo, ainda seria ensinar também o mecanismo metódico que se segue da ciência, para que não se tome falhas periféricas e passíveis de revisão como falhas estruturais (e esse equívoco é muito comum quando é atribuído cosmovisões determinadas para interpretar tais falhas). Assim, seria de muito mais valia ensinar que nem sempre quando apontam uma falha, ela deva ser estrutural. E este é um erro comum entre os interlocutores criacionistas (talvez por um desconhecimento da dinâmica científica, talvez por outros motivos).

Entretanto esta tarefa não seria puramente das aulas de ciências. As aulas de ciência adquirem um papel de propagadoras da ciência. Uma aula nos moldes defendidos por Michelson e, mais amplamente, nos meus moldes seria voltados à epistemologia. A aula de ciência seria aula do que é ciência e quais são as ciências desenvolvidas atualmente; além de suas nuances e curiosidades. Porém admito que é uma tarefa um pouco utópica, mas quem sabe um dia poderá ser realizável?

O autor afirma:

Não existe interesse algum (pelo menos no Brasil), ao contrário do que é divulgado pela mídia, de que as teses defendidas pelo modelo criacionista substituam a teoria da evolução ensinada nas escolas e universidades (tanto é que escolas criacionistas como a Adventista e a Mackenzie incluem os dois modelos em seu currículo). Obviamente, não há nenhuma oposição ao ensino do modelo criacionista em escolas confessionais, uma vez que há abertura constitucional para isso.

Mas ao analisarmos a história do pensamento criacionista nos EUA, damos conta que existem sim movimentos para o ensino criacionista. Não me admiraria se aparecessem adeptos do ensino criacionista, mesmo sem este ser tomado necessariamente como ciência (como demonstrado ao longo deste ensaio).

[meuuol]

Criacionistas querem unir igreja e Estado

Se analisarmos segue a mesma linha do tópico anterior. Pode ser que nem todos criacionistas queiram este propósito, mas se pensarmos é plausível, pela multiplicidade de posição dos criacionistas que exista alguns que queiram tal propósito.

Ele diz:

Recentemente, foi divulgada a notícia da inauguração do cíclotron da empresa Sistemas Médicos Varian, tido como a melhor máquina destruidora de câncer do mundo. O que pouca gente sabe é que o cíclotron (acelerador de partículas utilizado no tratamento à base de prótons) foi inicialmente utilizado pelo Hospital Adventista de Loma Linda, na Califórnia – uma instituição criacionista.

Mas isto não é necessariamente fruto das elocubrações criacionistas. A posição religiosa não é implicação para o desenvolvimento de tecnologia. É independente.

Superficialidade e preconceito

São grandes os desafios do jornalismo científico numa sociedade cientificamente analfabeta. O problema é que, na busca por vender e alcançar o público, esse tipo de jornalismo acaba se tornando muito superficial (com raras exceções).

Concordo. O autor continua:

A superficialidade só perde para o preconceito. O povo que ainda lê alguma coisa está aos poucos sendo condicionado para repudiar os criacionistas como (as “qualidades” que seguem foram todas usadas em reportagens e artigos) fundamentalistas, antiintelectuais, esquizofrênicos, obscuros, e por aí vai (Marcelo Gleiser chama até de “criminoso” quem ensina o criacionismo).

Realmente não podemos generalizar. É ponto sábio, entretanto também devemos olhar criticamente quando são apontadas supostas falhas na teoria da evolução com estardalhaço, sem refletir o mecanismo do funcionamento da ciência, e o que é pior, podendo haver distorções em interpretações de resultados. Os criacionistas são humanos como evolucionistas e ambos podem padecer de problemas éticos. É necessário, portanto, saber o funcionamento da ciência para avaliar cada caso de maneira real.

Conclusão

Concordo de certa forma quando o autor diz que devemos fazer uma reflexão e debater o tema sem preconceitos, e espero que aqueles que tenham o cunho criacionistas ao lerem este artigo que vos faço, eu não seja mal interpretado; pois estou fazendo a minha melhor leitura ao artigo comentado e em minha epoché encontrei pontos falhos no artigo analisado.

Por estes motivos expostos ao longo do artigo, não creio que as alegações levantadas por Michelson possam enquandrar o criacionismo como algo científico. A ciência, como produto bem humano, procura explicar as coisas do mundo, no mundo e com dados que nos estão disponíveis a nível de justificação com bases a coisas no mundo (empiria, coerência entre teorias, falseamento) – norteadas por imagens de ciência e de natureza que muitos alegam ser baseada no naturalismo: pudera, esse corte é efetuado porque a explicação de cunho científica sempre procura ser testável/observável e por conseguinte poderá ser refutável.

Um criacionismo que se baseia em teologia (estudo filosófico de Deus) ou em teleologia (estudo das causas finais) não me parece uma boa alternativa para algo que será refutável por empiria: a teologia e a teleologia não são explicações acerca do que está necessariamente no mundo. Além do mais a teleologia usada no criacionismo é trivial e não é tão sofisticada como pode parecer a primeira vista: parece apontar lógica e necessariamente para um ser fora do mundo. Asserções de seres fora de nosso mundo não são testáveis/observável. O fato de não ser testável não exime a possibilidade de uma existência, mas exime o caráter que o argumento que o utiliza como algo científico. Poderia até afirmar que certos fatores apontam observacionalmente para uma inteligência, mas será que realmente apontam, ou não será apenas uma interpretação devida a uma imagem sobrenatural?

E se não pode ser científico, creio que deve ficar onde está: é religião.

Porque querer transformar uma explicação de cunho religioso em uma tipagem, talvez não verdadeira, de “científica”? Se eu refletir sobre o assunto parece que a questão envolve “garantia”, mas não uma garantia científica, e sim uma garantia social: onde parece ser necessário, para aquele que acredita no criacionismo como algo científico, colocá-lo obrigatoriamente como científico e por isso abusos acontecem.

Isto não significa que um cientista não deva ter fé, ou deva ser necessariamente ser ateu. Isto é de cunho pessoal e o uso que o mesmo atribuir à ciência pela sua fé não é sinônimo de ciência.

O criacionismo científico parece um produto de “marketing” da era em que uma confiança exacerbada na ciência está presente. Está tão presente que o criacionismo, que é uma explicação religiosa por excelência, teve de se curvar a entrar no status de científica. É problemático. As bases de um criacionismo como científico parecem não se sustentar como ciência (assim como entendemos modernamente a ciência), mas seus adeptos tentam de muitas formas colocar como algo necessariamente científico.

Não vejo porque uma pessoa que acredite em Deus não possa fazê-lo ainda que concorde com a teoria da evolução: doxas (opiniões) de cunho religioso podem ser criados e levantados normalmente por mesmos aqueles que trabalham com o que é ciência; pelo simples fato do que é religioso é de cunho pessoal (eu acredito em algo, você pode acreditar em outras crenças) e portanto não é uma explicação fadada a testabilidade empírica (explicações ad hoc são agregáveis à teorias religiosas).

Apesar disto a discussão entre criacionismo e evolução não é inútil. Serve para que possamos avaliar, meta-cientificamente, a respeito da evolução. Pode ser benéfica, desde que respeitada a natureza de fé do criacionismo (e sem usos retóricos que alguns outros criacionistas fazem da evolução dizendo que é uma [sic] “fé ateísta”). Entretanto o mesmo benefício que pode ocorrer contra uma confiança exagerada à ciência e, porventura, no provimento de revisões úteis em conceitos evolutivos (pelo debate entre as partes, que pode ser tomada por qualquer outro ramo; não sendo benefício exclusivo deste debate citado) pode acabar sendo desmantelado e retardado, se falácias forem empregadas e distorções apresentadas acerca do que é ou não produto científico.

Assim, assumir o criacionismo como uma “ciência” em detrimento da teoria da evolução como algo não-científico pode acarretar muito bem a perda deste benefício supracitado. A meu ver, se os debates forem dirigidos como Michelson pede, pode haver benefício, mas desde que, em minha opinião, se assegure o lugar do criacionismo (no seu magistério de fé) para que o mesmo não seja tomado como uma pseudociência.

Por estes todos motivos, ainda continuo me perguntando, mesmo depois de ler o artigo, o que é, de fato, o criacionismo dito “científico”? Uma teoria científica, ou uma teoria religiosa? Se é científica deverá ser testável/observável e refutável. Mas parece não ser refutável.

Então, com base nestes preceitos, o que é mesmo o criacionismo?

O conceito “criacionismo” deve ser tomado mais como algo para destacar – classificar – uma característica religiosa (religiões que professam o mundo como criado por um Criador específico), do que para ser empregada como uma explicação do que é o nosso mundo; pois visto que (desde o esquema apresentado anteriormente) o criacionismo não pretende explicar o nosso mundo físico e sim enquadrá-lo numa explicação que gira em torno de uma cosmovisão anexada a um magistério de fé, sabe lá por qual motivo: seja para tentar justificar a própria fé em prol de uma garantia, ou seja por outro motivo ainda não vislumbrado por este que aqui vos escreve.

Arnaldo Vasconcellos

____________________________

(1) – O artigo foi sugerido por Fabrício Lovato em conversas particulares sobre o criacionismo e evolucionismo.

P.S.: Existem hiperlinks para sites externos e para artigos meus neste blog durante este ensaio. Seria muito interessante a leitura dos mesmos, pois abordam temas que são citados neste ensaio.




Efemérides Astronômicas – Janeiro 2010

Para aqueles que gostam de acompanhar os céus, deixo aqui uma postagem de utilidade prática. A seguir temos as seguintes informações: gráfico da esfera celeste, horizonte artificial, eclipses solares e lunares de 2010, fases da lua, horas do entardecer, efemérides de janeiro/2010, e chuvas de meteoros. Os dados observacionais de gráficos estão configurados para 05/01/2010, Brasília, às 21:17 em horário local (sem horário de verão). Considerar diferenças entre os gráficos de “horizonte artificial” e “esfera celeste”, além dos dados de “hora do entardecer” devido aos locais reais de observação.

1) Gráfico da Esfera Celeste.

Clique na imagem para ampliar:

Esfera Celeste - Janeiro 2010 - Visto de Brasília 05/01/2010

Esfera Celeste - Janeiro 2010 - Visto de Brasília 05/01/2010

2) Horizonte Artificial.

Clique na imagem para ampliar:

Horizonte artificial - Janeiro 2010 - Visto de Brasília 05/01/2010

Horizonte artificial - Janeiro 2010 - Visto de Brasília 05/01/2010

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3) Eclipses Lunares e Solares de 2010 (fonte: NASA, links mantidos).

4) Fases da Lua (retirado de software).

  • Lua Nova: 07:11 15-jan-2010
  • Crescente: 10:53 23-jan-2010
  • Lua Cheia: 06:17 30-jan-2010
  • Minguante: 23:48 05-fev-2010


Fases da Lua(PrintScreen)

5) Horas do entardecer (retirado de software).

Horas do Entardecer: 01 jan 2010 to 31 jan 2010

Data           Ocaso Crepúsculo  Escuridão      Aurora   Nascer do Sol
----           ------  --------  --------       --------  -------
sex 01 jan 10  16:01   18:11     None           06:15     08:25
sáb 02 jan 10  16:02   18:12     18:12 - 18:38  06:15     08:25
dom 03 jan 10  16:03   18:13     18:13 - 20:11  06:15     08:25
seg 04 jan 10  16:05   18:14     18:14 - 21:40  06:15     08:24
ter 05 jan 10  16:06   18:15     18:15 - 23:05  06:15     08:24
qua 06 jan 10  16:07   18:16     18:16 - 00:29  06:14     08:23
qui 07 jan 10  16:09   18:18     18:18 - 01:50  06:14     08:23
sex 08 jan 10  16:10   18:19     18:19 - 03:11  06:14     08:22
sáb 09 jan 10  16:11   18:20     18:20 - 04:27  06:13     08:22
dom 10 jan 10  16:13   18:21     18:21 - 05:37  06:13     08:21
seg 11 jan 10  16:14   18:22     18:22 - 06:13  06:13     08:20
ter 12 jan 10  16:16   18:24     18:24 - 06:12  06:12     08:19
qua 13 jan 10  16:18   18:25     18:25 - 06:12  06:12     08:18
qui 14 jan 10  16:19   18:26     18:26 - 06:11  06:11     08:18
sex 15 jan 10  16:21   18:28     18:28 - 06:10  06:10     08:17
sáb 16 jan 10  16:23   18:29     18:29 - 06:10  06:10     08:16
dom 17 jan 10  16:24   18:30     19:05 - 06:09  06:09     08:14
seg 18 jan 10  16:26   18:32     20:16 - 06:08  06:08     08:13
ter 19 jan 10  16:28   18:33     21:26 - 06:07  06:07     08:12
qua 20 jan 10  16:30   18:35     22:37 - 06:06  06:06     08:11
qui 21 jan 10  16:31   18:36     23:50 - 06:05  06:05     08:10
sex 22 jan 10  16:33   18:38     01:05 - 06:04  06:04     08:08
sáb 23 jan 10  16:35   18:39     02:24 - 06:03  06:03     08:07
dom 24 jan 10  16:37   18:41     03:43 - 06:02  06:02     08:06
seg 25 jan 10  16:39   18:42     04:58 - 06:01  06:01     08:04
ter 26 jan 10  16:41   18:44     None           06:00     08:03
qua 27 jan 10  16:43   18:45     None           05:59     08:01
qui 28 jan 10  16:44   18:47     None           05:58     08:00
sex 29 jan 10  16:46   18:48     None           05:56     07:58
sáb 30 jan 10  16:48   18:50     None           05:55     07:56
dom 31 jan 10  16:50   18:52     18:52 - 19:07  05:54     07:55

6) Efemérides (JAN – 2010; fonte: Boletim Super Novas).

Data e hora (Hora de Brasília) Efeméride
01/01/2010 às 20:36:00 Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
02/01/2010 às 15:29:00 Alinhamento entre a Lua e o aglomerado Presépio.
02/01/2010 às 20:59:00 Menor distância entre a Terra e o Sol (147,1 milhões de km).
03/01/2010 às 19:05:00 Chuva de meteoros na constelação Boieiro (Boötes).
11/01/2010 às 12:43:00 Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
15/01/2010 às 07:07:00 A Lua oculta o centro do Sol, deixando apenas um anel solar.
17/01/2010 às 01:40:00 Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
25/01/2010 às 11:00:00 Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
30/01/2010 às 02:48:00 Alinhamento entre a Lua e o aglomerado Presépio.
30/01/2010 às 09:03:00 Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
07/02/2010 às 18:29:00 Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
12/02/2010 às 05:55:00 Alinhamento entre a Lua e o planeta Mercúrio.
13/02/2010 às 02:06:00 Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
21/02/2010 às 18:32:00 Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
26/02/2010 às 14:03:00 Alinhamento entre a Lua e o aglomerado Presépio.
27/02/2010 às 21:40:00 Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
07/03/2010 às 01:32:00 Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
12/03/2010 às 10:07:00 Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
20/03/2010 às 17:32:00 Começa a Outono.
21/03/2010 às 00:08:00 Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
25/03/2010 às 13:57:00 Alinhamento entre a Lua e o planeta Marte.
25/03/2010 às 23:06:00 Alinhamento entre a Lua e o aglomerado Presépio.
28/03/2010 às 04:56:00 Mínima distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
03/04/2010 às 10:17:00 Alinhamento entre a Lua e a estrela Antares.
09/04/2010 às 02:45:00 Máxima distância entre a Terra e a Lua (400 mil km).
16/04/2010 às 12:55:00 Alinhamento entre a Lua e o planeta Vênus.
17/04/2010 às 05:43:00 Alinhamento entre a Lua e as Plêiades.
22/04/2010 às 05:35:00 Alinhamento entre a Lua e o aglomerado Presépio.
22/04/2010 às 09:27:00 Alinhamento entre a Lua e o planeta Marte.
22/04/2010 às 16:35:00 Chuva de meteoros na constelação Lira.

7) Chuvas de meteoros (fonte wikipédia, links para seus verbetes mantidos).

Nome Datas Data do pico Ascensão recta Declinação Velocidade (km/s) THZ Intensidade e descrição
Quadrântidas Jan 1Jan 5 Jan 3 15:20:00 49 41 120 Forte com velocidades médias
Gamma Velídeas Jan 1Jan 15 Jan 5 08:20:00 -47 35 2 Fraca
Alpha Crucídeas Jan 6Jan 28 Jan 15 12:48:00 -63 50 3 Fraca
Delta Cancrídeas Jan 1Jan 31 Jan 17 08:40:00 20 28 4 Média
Alpha Hidrídeas Jan 5Feb 14 Jan 19 08:52:00 -11 44 2 Fraca
Eta Carinídeas Jan 14Jan 27 Jan 21 10:40:00 -59 2 Fraca
Alpha Carinídeas Jan 24Fev 9 Jan 30 06:20:00 -54 25 2 Fraca
Delta Velídeas Jan 22Fev 21 Fev 5 08:44:00 -52 35 1 Fraca
Alpha Centaurídeas Jan 28Fev 21 Fev 7 14:00:00 -59 56 6 Média
Omicron Centaurídeas Jan 31Fev 19 Fev 11 11:48:00 -56 51 2 Fraca
Theta Centaurídeas Jan 23Mar 12 Fev 21 14:00:00 -41 60 4 Fraca

8 ) Fontes.




Pseudociências – Série de Ensaios (Parte #1)

Nesta semana iniciarei uma série de ensaios a respeito das pseudociências. O que são exatamente as pseudociências? Suas relações com as protociências e o que podemos levantar a respeito das ativas de nosso tempo.

Bem, começamos a respeito delinear o que são exatamente pseudociências.

Em veículos populares, como a Wikipédia, encontramos a seguinte definição de pseudociência:

Uma pseudociência é qualquer tipo de informação que se diz ser baseada em factos científicos, ou mesmo como tendo um alto padrão de conhecimento, mas que não resulta da aplicação de métodos científicos.

Em sentido mais lato a pseudociência, diria eu, pode não ser apenas um tipo de informação, mas um conjunto deles (realizando uma doutrina, seja religiosa, cultural, sociológica ou filosófica) que queira se passar por um status de científica, sem adotar o método científico.

Carl Sagan, afirma que as pseudociências, por exemplo, muitas vezes tomam o lugar da ciência, o lugar da sublimidade e da admiração pelo conhecer o que desconhecemos (p. 20, O Mundo Assombrado pelos demônios).

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Ainda neste livro, Sagan afirma que “Eles [as pseudociências] parecem usar os métodos e as descobertas da ciência, embora na realidade sejam infiéis em sua natureza“(*1) [Grifo meu] (p.30, Idem).

Já, nestes supracitados parágrafos, esclareci o que seria uma outra pergunta: Qual a razão para que crenças, doutrinas e informações independentes sejam colocadas como científicas? Ora, apesar de epistemológicamente podermos tratar a ciência como, em última instância, como um grau de falibilidade ou de probalidade de falibilidade, ela logrou êxito, devido (logicamente) ao seu método que é de constante “conserto” do que é afirmado e adaptabilidade do que está no mundo (ver outros ensaios neste site), e é este êxito que abre portas para uma aceitabilidade, apesar dos contra-ciências existente atualmente, todos nós aceitamos em algum grau o desenvolvimento da ciência. Tentando justamente utilizar este êxito científico como crédito para se sobressair, as pseudociências utilizam (consciente ou inconsciente) afirmações de que seriam ciências. No final das contas essa tentativa de se sair como ciência, por sobre uma existência de “crédito” é uma artimanha retórica.

Talvez por ser este um dos mecanismos das pseudociências encontramos em publicações pseudocientíficas falácias de autoridade como “fulano de tal Ph.D em astrofísica, autoridade no assunto, diz o planeta ‘X’ está chegando!”.

Não é um argumento lógico, mas sim psicológico, apela para a autoridade para se passar como verdadeiro.

Estes tipos de argumentos são encontrados em obras como “O Segredo”, de Rhonda Byrne e no “Quem somos nós?”.

Da mesma forma existe, atualmente, uma caça às pseudociências, como uma caça às bruxas, e uma pergunta surge: toda pseudociência é prejudicial? E uma outra pergunta ainda salta: Toda doutrina ou informação de crença é pseudociência?

Tenho um palpite de que TODA pseudociência, diagnosticada como tal é prejudicial pois estão se passando por algo que não são. São credulidades que podem nos tornar acríticos a diversos tipos de argumentos. Podemos comprar um peixe que não nos fará bem, um peixe apodrecido em forma de uma afirmação enganatória.

E sim há uma busca incessante por parte de muitos em buscar e tipar as pseudociências (apesar do problema da demarcação, que abordaremos em outro ensaio), para que este perigo seja evitado. Entretanto alerto de que esta busca seja efetuada de forma consciente, conhecendo o sucesso científico, bem como suas temporais limitações. Os argumentos contra as pseudociências não podem seguir o mesmo caminho das mesmas: e existem muitos livros vendidos atualmente, de alguns anti-religiosos que pecam em algumas de suas argumentativas.

Devemos conhecer o límite das coisas, partilho este pensar, e desta forma acho importante sabermos o que são as pseudociências, o que é ciência (e outros) para não nos enganarmos e cometermos erros entre o que as diferem. Devemos perceber o perigo da cientificização extrema (devemos saber o limite de nossas atuais afirmações científicas, mas entender o maravilhoso processo do método científico em aperfeiçoar seus estudos); devemos notar quanto é perigoso adotar pseudociências, como um subproduto da cientificização (sim, suspeito que a tecnologização e cientificidade geram males como as pseudociências, estas que abrem portas a muitas afirmações dúbias, preconceitos e manipulações de opiniões).

Mas será que toda doutrina religiosa, filosófica ou informação congênere é uma pseudociência? A resposta é não! Pois analisemos o grupo lógico:

Toda pseudociência é uma informação (ou conjunto de informações, doutrina).

Afirmar isto não abre margem para que eu inverta a afirmação dizendo que todo grupo de doutrinas são pseudociências. O grupo de pseudociência pertence ao de doutrina, mas o inverso não é afirmável.

Portanto, voltemos pensar: se uma doutrina religiosa, teoria filosófica ou outro tipo de informação não é repassado como uma pseudociência, ela não é pseudociência. Isso implica que os riscos oferecidos pelo rótulo “pseudociência” não são cabíveis. Pode ser que em cada particular, exemplar de doutrina e teoria, ofereça riscos (se oferecerem) diferentes em determinados viéses de atitudes (suponho que o perigo está na atitude e no uso das teorias, assim uma teoria pseudocientífica é por natureza uma atitude enganatória, consciente ou não, decorrente de um ato cientificista de acreditar como algo cabal e portanto o valor da pseudociência é um valor prático de “crédito” e por si já perigoso).

Nos próximos ensaios, buscarei analisar as protociências e as dinâmicas envolvidas entre pseudociências e protociências. Pretendo também fazer uma análise a algumas áreas: são ou não são pseudociências?

_________________

(*1) – Estou adotando estes comentários por serem relevantes, e não por que foram falados por quem os falou.

Arnaldo Vasconcellos.