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Artigos relacionados com ‘Livros’
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Leitura Recomendada: Física em seis lições – Richard Feynman

5, Janeiro, 2012
Física em seis lições - Richard Feynman

Física em seis lições - Richard Feynman. Ed. Ediouro

Muita gente já ouviu falar das explicações claras, divertidas e o bom senso de humor do físico Richard Feynman. Neste livro há uma boa introdução de Paul Davies, onde expõe sobre o livro em questão, bem como sobre a pessoa de Feynman, além da sua forma cativante de explicar temas físicos. O livro é extraído do original “Lectures on Physics”, que teria sido, por sua vez, confeccionado baseado em uma série de conferências ministradas no Caltech (California Institute of Technology) pois os alunos estavam um tanto desmotivados nos estudos de física.

Com seu espírito carismático, Feynman transmite neste livro o funcionamento básico da física clássica, com exemplos palatáveis e ao mesmo tempo nos informa dos emaranhados da física quântica, com explicações acessíveis a leitores leigos. CONTINUAR A LER

Ciência , , ,

Leitura recomendada – A volta do cometa!

15, Junho, 2010
A Volta do Cometa

A Volta do Cometa

Este livro foi escrito na década de 80 quando a febre do cometa Halley estava em alta. Com muita sensatez e senso de humor o cientista narra a história dos cometas durante a humanidade, desde as supertições antigas até febres atuais, passando por teorias sólidas e teorias estranhas sobre os cometas. É um ótimo livro onde podemos aprender sobre a natureza destes objetos. Livro muito interessante. Lí faz um bom tempo (por volta de 2004). Planejo reler nestas próximas férias, junto com outras leituras novas também planejadas. Editado pela Ed. Unb.

Vale a pena conferir.

Arnaldo Vasconcellos.

Astronomia, Ciência, Educação, Gerais , , , ,

Personalidade: Isaac Asimov

15, Maio, 2010

Isaac Asimov ficou conhecido basicamente por seus contos e romances de ficção científica.

Entretanto lembro-me muito bem de seus ensaios científicos. Asimov era um exímio escritor de ensaios de divulgação científica, conhecendo amplamente de diversos assuntos.

Recordo que, durante minhas idas à Biblioteca de minha cidade, lia e relia os livos “Antologia” que é uma reunião dos seus melhores ensaios já publicados. O gênio de Asimov não estava apenas em sua ficção científica, mas também (e pra mim, subretudo) em seus ensaios muito bem explicativos a respeito de temas muito vastos.

Isaac Asimov

Isaac Asimov

Tenho saudades de seus contos, mas muito mais de seus ensaios, que apresentaram-me diversos assuntos.

Antologia 2

Antologia 2

Fica aqui, então, a sugestão da leitura dos livros “Antologia” (volumes I e II). Nos livros Antologia 1 e 2, estão reunidos os melhores ensaios de Asimov, com temas desde biologia, matemática até física. Editado pela Editora Nova Fronteira.

Antologia 1

Antologia 1

Educação, Gerais, Off Topic , , ,

Só se pode navegar existindo a escrita?

25, Fevereiro, 2010

Em um blog criacionista foi formulado um argumento em que por a língua escrita ter sido desenvolvida a aproximadamente (no máximo) 6.000 anos, isso seria base de uma dúvida da datação evolucionista, em relação ao desenvolvimento da navegação (por base no papel de transferência de saberes tecnológicos que a escrita pode representar) e por conseguinte dúvida da veracidade do próprio evolucionismo (com este argumento).

Eu me pergunto, será realmente que somente se pode navegar existindo a escrita, como afirma o blog?

O blog coloca que a escrita é uma condição necessária para se desenvolver a navegação.

Vamos analisar o artigo em questão. Diz assim o artigo:

“Uma das muitas coisas que me leva a não ter fé na  teoria religiosa evolucionista [sic!] é o facto do conhecimento humano se desenvolver rapidamente. O que é que isso tem a ver, perguntam vocês…

“Pois bem, os evolucionistas acreditam que o Homo erectus, um ser humano que até tinha capacidade para falar, está na terra há cerca de 2 milhões de anos. Não obstante, eles acreditam que estes seres humanos só nos últimos 10.000 anos da História é que descobriram coisas como a agricultura, criaram civilizações, monumentos gigantes, foguetões e blogues. O conto evolucionista custa a engolir porque nós sabemos que, em 6000 anos de História registada, o conhecimento progrediu de uma forma devastadora. Mas aí vem o evolucionista e saca do bolso uns milhões de anos que nunca ninguém viu nem registou, onde o conhecimento parece ter estado estagnado.”

Não me parece que “estagnado” seria a palavra certa. A velocidade de desenvolvimento de conhecimento humano pode ser potencializada com adventos de técnicas. Parece-me plausível supor que a escrita poderia ter um papel, ao longo dos tempos, potencializador em como se transmite uma técnica (ou tecnologia) e portanto não poderíamos chamar de “estagnado” o estágio anterior. Assim como a internet hoje pode potencializar a divulgação e a velocidade de informações, a escrita pode ter tido (ou ainda ter) seu papel neste fomento.

Ainda mais a frente o autor afirma:

“Navegação começou 100 mil anos antes do que se pensava

“Esta notícia saiu esta semana e serve muito bem como exemplo do assunto que está a ser discutido. Segundo os conceitos de datação evolucionistas, ferramentas de pedra encontradas na ilha de Creta indicam que os humanos de há 130 mil anos (130.000) já navegavam pelo Mediterrâneo. Uma vez que segundo eles Creta é uma ilha desde há 5 milhões de anos, aquelas ferramentas têm de ter sido trazidas para lá por alguém que navegou até ao local.

“Eis o que o dr. Thomas Strasser disse, referindo-se ás ferramentas: “Ficámos completamente atónitos. Aquelas coisas não deveriam estar lá“.

“Vamos assumir a datação evolucionista por algum tempo. O evolucionista conta-nos a histórinha de que há 130 mil anos já havia seres humanos que tinham conhecimento de navegação mas só 120 mil anos depois é que se lembraram de criar um alfabeto e registar a sua História. A treta não pega.” [Grifo meu].

Ora, não é menos plausível pensar na possibilidade de povos que desenvolvam a navegação e depois venham a desenvolver navegação. O desenvolvimento da escrita não foi uniforme e parece que o argumento do autor criacionista é envolto na seguinte hipótese (h1) “Deus criou os homens com a escrita, porque a escrita apareceu a uns 5000 ou 6000 anos atrás” e este está atrelado ao (h2) “é contra-senso desenvolver navegação sem a escrita, pois com a escrita pode-se transmitir a tecnologia de navegação”.

Entretanto os povos ao longo do mundo não criaram a escrita ao mesmo tempo. Algumas desenvolveram a 3000 a.C.,  outras à 1500 a.C etc. Portanto derruba o h1.

Outra importante coisa a se salientar que não obrigatoriamente todos os povos tenham desenvolvido uma tradição escrita que fosse capaz de transmitir tais técnicas de navegação. As técnicas de navegação parecem poder ser transmitidas por via oral, visto que lingua falada não é necessariamente língua escrita (contrariando o h2). Assim é possível existir povos que não se tenha desenvolvido escrita, mas que com uma cultura oral pudessem transmitir técnicas básicas de construção de embarcações e navegação – e a transmissão oral pode-se basear em contos de lendas, tradições, culturas etc.

Não parece, ser, portanto, difícil supor a transmissão oral de feitos e técnicas. CONTINUAR A LER

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Leitura recomendada

28, Outubro, 2009
O mundo assombrado pelos demônios

O mundo assombrado pelos demônios

O mundo assombrado pelos demônios” é leitura recomendada para todos.

Neste livro, Carl Sagan mostra como a pseudociência e crenças não-científicas (com forte apelo populacional) difundem explicações mistificadas e fictícias a respeito de diversos temas, contribuindo para uma analfabetização científica.

Aqui Sagan mostra quão bonita a ciência pode ser, apesar do mal uso que pode existir em torno do que ela desenvolve. Mostra a beleza de se descobrir o universo e as razões que permeiam o mesmo (tarefa que a ciência estaria cumprindo muito bem, segundo o autor). O autor descreve que escolher a explicação científica, ao invés das místicas, não nos faz  perder a beleza em que há no conhecer.

É um ótimo livro, que mostra uma visão visceral por sobre os demônios que assombram o nosso mundo e que mancham a beleza do conhecimento. Vale a pena conferir.

UPDATE

(24.01.10)

Tempos depois de escrever sobre este livro (do qual fiz uma leitura imparcial) vi que existem algumas pessoas que o criticam dizendo que é uma “bíblia dos céticos”. Ora, acho essa acusação um tanto quanto exagerada (chamar de bíblia). O livro faz denúncia das pseudociências e das mistificações que surgem num contexto de ensino científico defasado. Se é muito utilizado por aqueles que se denominam “céticos, sabichões” (como um site teve a infelicidade de dizer) e de pseudo-céticos (como agora é uma expressão mainstream de alguns contra-opinião; infelizmente isto virou uma fórmula comum, nem sempre bem sucedida) não é por que o livro seja uma Bíblia. A estrutura é bem diferente. O livro é muito bom, analisando imparcialmente, e desempenha papel bom ao mostrar uma denúncia que o leitor, que despoje de preconceitos ao ler, notará com facilidade: existe um mecanismo social que está ocorrendo – as pseudociências (assim como outros vários pseudos, existentes em nosso mundo). Analisando, pontualmente, o livro cumpre com isso (a denúncia aos fantasmas da precária educação científica). Possui este mérito (de fato), e se parte comentários acerca do mesmo girarem em torno por causa desde mérito, a crítica falaciosa supracitada é infundada e inconsistente.

Arnaldo Vasconcellos

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