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Artigos relacionados com ‘Princípio da caridade’
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Paul Sereno e o “design”

18, Dezembro, 2009

O Paleontologista Paul Sereno

Lí alguns dias atrás uma notícia no Site da Terra, que o paleotologista Paul Sereno teria descoberto uma espécie de mini tiranossauros e teria efetuado afirmações criacionistas.

Pronto! Será um problema de semântica na tradução ou seria que realmente teríamos estes dados conforme o veículo editorial teria afirmado?

Esbarrei no “Observatório da Imprensa“, no qual, exatamente o que estava indagando, estava respondido. Seria um problema de tradução em certos trechos.

Verifiquei que também existia em outros Blogs na net falando a respeito.

A autora da tradução, como pude acompanhar neste link, não é criacionista, entretanto  a sua tradução poderia ser absorvida por um criacionista incauto, além da ambiguidade semântica.

Ao que parece o erro não é uma desonestidade religiosa, mas sim um deslize na tradução. E esse deslize pôde passar despercebido e ser veículado, como aconteceu no site do Terra.

Creio que este é um erro que não se pode deixar cometer em traduções, visto que pode levar uma interpretação errônea na divulgação científica. Talvez esteja superdimensionado, pois muitos nem ligariam para tal fato – mas é algo que pode ser evitado.

Ciência, Ética, Evolucionismo , , , , , , , , , ,

Paul Sereno e o "design"

18, Dezembro, 2009

O Paleontologista Paul Sereno

Lí alguns dias atrás uma notícia no Site da Terra, que o paleotologista Paul Sereno teria descoberto uma espécie de mini tiranossauros e teria efetuado afirmações criacionistas.

Pronto! Será um problema de semântica na tradução ou seria que realmente teríamos estes dados conforme o veículo editorial teria afirmado?

Esbarrei no “Observatório da Imprensa“, no qual, exatamente o que estava indagando, estava respondido. Seria um problema de tradução em certos trechos.

Verifiquei que também existia em outros Blogs na net falando a respeito.

A autora da tradução, como pude acompanhar neste link, não é criacionista, entretanto  a sua tradução poderia ser absorvida por um criacionista incauto, além da ambiguidade semântica.

Ao que parece o erro não é uma desonestidade religiosa, mas sim um deslize na tradução. E esse deslize pôde passar despercebido e ser veículado, como aconteceu no site do Terra.

Creio que este é um erro que não se pode deixar cometer em traduções, visto que pode levar uma interpretação errônea na divulgação científica. Talvez esteja superdimensionado, pois muitos nem ligariam para tal fato – mas é algo que pode ser evitado.

Ciência, Ética, Evolucionismo , , , , , , , , , ,

Mutação e evolução

30, Junho, 2009

Porque tanta confusão em torno da palavra “evolução”?

Na teoria da evolução, a palavra “evolução” não está ligada a uma noção teleológica.

Aristóteles - Filósofo grego

Aristóteles, filósofo grego, teria afirmado, que metafísicamente, existem quatro categorias de causas. Elas seriam: causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.

Imaginem um escultor criando uma estátua. Com este exemplo poderemos enquadrar as categorias dadas por Aristóteles. A causa material da estátua é a matéria que ela é formada; neste caso poderia ser o mármore. A causa formal é a forma de estátua imaginada pelo escultor. A causa eficiente e aquela que gera a estátua, neste caso o escultor. A causa final, ou telos, é a finalidade desta estátua.

Pois bem, analisando de forma um pouco mais linguística estas causas metafísicas, veremos que elas possuem conotações semânticas diferentes, por isso podem ser enquadradas em diferentes categorias.

Nos últimos tempos tenho encontrado, seja por parte de criacionistas ou não, confusões semânticas dentro das palavras evolução, mutação etc. Algumas destas confusões podem ser esclarecidas, elucidando nuances semânticas relacionadas a diferentes concepções de causas, a meu ver.

Em debate com alguns criacionistas, consegui detectar certas sutilezas semânticas, que por sua vez alguns daqueles com quem conversei não se deram conta da diferença empregada, transformando alhos em bugalhos.

A língua transmite a respeito de coisas e fatos no mundo e as línguas naturais possuem, naturalmente, ambiguidades.

Este é, inclusive, um dos motivos para que emprego o princípio da caridade.  (Tenho um artigo sobre o assunto). CONTINUAR A LER

Evolucionismo, Filosofia, Filosofia da Linguagem, Teoria da Ciência , , , , , , , ,

A Dificuldade do Entendimento

30, Abril, 2009

Este artigo poderia se chamar “A faculdade do entendimento”, mas não é isto que eu quero dizer nesta postagem.

Quero levar em consideração neste artigo como discussões e argumentações, que poderiam ser levadas a sério podem acabar em problemas de entendimento.

Um dos grandes problemas que assolam a comunicação é justamente a má comunicação – quanto nos expressamos de forma errada, ou quando expressamos de certa forma mas não somos compreendidos.

Estive a visitar alguns blogs nos ultimos tempos e reparei, em discussões acirradas, como a interpretação equivocada de teorias, apresentações e outros podem causar certos problemas comunicativos.

Em certos casos parece que o autor da contra-argumentação de determinada teoria não teria entendido muito bem certos conceitos-base, ou ainda a estrutura de uma determinada teoria.

Sempre, ou quase sempre, que encontro tais casos, procudo alertar a respeito do “princípio da caridade”, que diz basicamente que você deve tentar entender e interpretar uma certa argumentação (e a extendo para teorias) da melhor maneira possível, para que você se poupe de críticas externas e superficiais.

Existem alguns casos na filosofia em que interpretações não ortodoxas levaram um determinado autor a refletir uma filosofia muito prolífica e profunda. Este é até um movimento normal, mas nem sempre encontramos bons frutos com isso: uma interpretação diferente pode levar a reflexões diferentes e outras, mas quando tentamos imputar tais reflexões no arcabouço daquilo (ou daquele) que interpretamos, podemos causar um erro muito grave – a má interpretação.

Nestes últimos casos de má interpretação a argumentação, ou teorização, prolífica dá lugar para um conjunto de idéias prolixas e superficiais; sem um mínimo de conexão com o núcleo duro de certas idéias a serem estudadas/interpretadas no autor original.

Não estou sendo claro? É proposital: quero ser entendido, mas com o princípio da caridade.

Alguns, podem dizer que esta tarefa é impossível, que o que eu quero dizer literalmente é incognoscível. Mas será mesmo que é? Será que não partilhamos pressupostos comuns que permitem que você não possa entender o mínimo do que está me indignando? Claro que sim; e é por acreditar que alguém possa entender que estudar uma teoria/argumentação é possível para fazer discussões realmente eficazes e cortantes, é que eu escrevo este artigo.

Arnaldo Vasconcellos

Cognoscibilidade, Epistemologia, Filosofia, Filosofia da Linguagem, teoria do conhecimento, Universidade , , , , , , , , ,