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Vírus no Linux?

1, Julho, 2009

Este artigo abaixo foi produzido originalmente para a Network Core Wiki. Reproduzo-a aqui na íntegra. Publicado originalmente em 07/12/2007.

Interface de uma distribuição Linux

Interface de uma distribuição Linux

Uma das grandes perguntas dos iniciantes, no uso de sistemas operacionais Linux, é se estes sofrem a ação dos vírus de computador.

Para responder essa questão devemos analisar alguns pontos importantes.

Vírus de Computador

O que seria bem um vírus de computador?
Numa consideração ”lato sensu”, ou seja, ampla, qualquer programa com função maliciosa é um vírus. Entretanto, numa visão mais técnica e ”strictu sensu”, os vírus são programas maliciosos que têm técnicas de reprodução, explorando falhas nos sistemas, de forma que possam se replicar para outros computadores.

Assim, um vírus que se envia por e-mail para toda a sua lista de endereços, ou aquele que se replica no pen-drive etc, são programas que exploram falhas no sistema e procuram se replicar de um computador para o outro, além de efetuarem os estragos a que estão programados. CONTINUAR A LER

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Microsoft e suas alegações

5, Março, 2009

Estes dias, navegando por noticiários antigos, deparei-me com algumas afirmações do então presidente da Microsoft da América Latina…

O mesmo afirma que software livre pode ser mais caro que um software comercial, para implantação. Com este argumento tenta nos levar a crer que é melhor investir em Microsoft.

Sim, como ele afirma pode ser mais caro. MAS ISTO É ALGO RELATIVO. A implantação e manutenção de softwares são de valores voláteis (o mesmo afirma que o custo do software é uma pequena parte do custo total, sim é verdade). Implantar um Windows ou pacote Office pode ser tão oneroso quanto outros softwares. O custo total (que é volátil) vai depender de qual software estamos implantando, a ESTABILIDADE DO SOFTWARE, pessoas competentes para mantê-lo.

Se repararem um pouco nesta linha de raciocínio veremos que a implantação de um software livre não está restrita a uma única empresa. Várias empresas podem fazer o mesmo serviço. Lei da oferta e da procura. Agora o que a Microsoft quer é monopolizar mercados, de forma que afirme ter a melhor solução.

Vamos pensar três casos básicos. Os exemplos são fictícios, assim como os valores (que são arbitrários), mas explicarão AS POSSIBILIDADES QUE ESTOU PENSANDO, ao dizer que este mercado é volátil.

1) Uma empresa vende sua licença em 10.000 reais para uma empresa de pequeno porte. Estes 10.000 já pagam o suporte e implantação.

2) Uma empresa resolve implantar softwares livres e paga 15.000 de suporte para o mesmo porte tecnológico da primeira. Pagará ainda 5.000 para treinamento de pessoal.

3) Uma empresa vende sua licença em 10.000 reais para uma empresa de pequeno porte. Estes 10.000 já pagam o suporte e implantação. A empresa que comprou nota que produto é instável. Investe mais 3.000 de softwares preventivos e corretivos. Passado mais 1 ano a empresa contratante resolve mudar de softwares… tendo que investir mais uns 10.000 em software concorrente.

Sim, a grosso modo parece que os custos de SL (softwares livres) serão maiores. Mas isto dependerá da empresa que for prestar os serviços e de qual SL irá ser adotado, além da forma que a empresa contratante irá implantar este sistema (será que tomará os devidos cuidados para que seja um investimento duradouro?; além do serviço prestado). Da mesma forma dentro dos SP (softwares proprietários) existem empresas concorrentes, entre si, que podem fornecer serviços diferentes e com qualidades diferentes.

Lembrem que o Windows não é exemplo de estabilidade, e dependendo da aplicação não será muito vantajoso mantê-lo. Apesar de sua popularidade, existem softwares mais eficazes (sejam SL ou SPs!).

Por isso eu digo que a afirmação do então presidente da Microsoft America Latina foi enganadora. Por que simplesmente este mercado é volátil e custos devem ser acompanhados de perto (até com a variável qualidade do software). E existem softwares livres com ótimas qualidades e que poderiam suprir necessidades de empresas, pessoas e tudo mais. É só uma questão de mainstream, de fashion de falso brilho, que algumas pessoas insistem em manter nos softwares da Microsoft.

Prediletar softwares livres, por parte de pessoas, empresas ou governos, não é necessariamente optar por soluções inferiores como alguns satirizam, mas sim manter a liberdade de escolha. E se posso escolher, porque não escolher o que há de melhor? Escolho softwares livres.

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