{"id":216,"date":"2009-05-25T20:13:48","date_gmt":"2009-05-25T22:13:48","guid":{"rendered":"http:\/\/arnaldo.networkcore.eti.br\/?p=216"},"modified":"2026-11-05T19:31:06","modified_gmt":"2026-11-05T22:31:06","slug":"analise-ao-artigo-sobre-a-pesquisa-de-schweitzer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/2009\/05\/25\/analise-ao-artigo-sobre-a-pesquisa-de-schweitzer\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise ao artigo sobre a pesquisa de Schweitzer"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ATUALIZA\u00c7\u00c3O 2026: ESTE ARTIGO \u00c9 DE 2009 E PODE CONTER INFORMA\u00c7\u00d5ES DESATUALIZADAS LINKS QUEBRADOS, BEM COMO N\u00c3O REPRESENTAR A VIS\u00c3O ATUAL DO AUTOR EM SUA TOTALIDADE).<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"western\">A An\u00e1lise abaixo \u00e9 para esclarecer um pouco mais a teoria de Mary Schweitzer, que ap\u00f3s publicada, se tornou mal interpretada e um alvoro\u00e7o intelectual muito utilizada por criacionistas (os grifos s\u00e3o todos meus)(1):<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise ao artigo &#8220;Ci\u00eancia: Tiranossauro tem col\u00e1geno parecido com o de aves modernas&#8221; do site: <a href=\"http:\/\/www.enciclopedia.com.pt\/news.php?readmore=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.enciclopedia.com.pt\/news.php?readmore=67<\/a><\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;An\u00e1lises qu\u00edmicas sofisticadas podem ter revelado um dos mist\u00e9rios que mais intrigam a humanidade: que gosto tinha uma coxinha de tiranossauro. Seria seguro apostar num sabor de frango, dizem cientistas americanos. Ao menos \u00e9 o que indica a composi\u00e7\u00e3o da primeira prote\u00edna a ser obtida de um f\u00f3ssil de 65 milh\u00f5es de anos &#8211; o col\u00e1geno dos ossos de um Tyrannosaurus rex, cuja composi\u00e7\u00e3o aparenta ter grandes semelhan\u00e7as com o presente nos frangos de hoje.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; O presente artigo faz refer\u00eancia as descobertas de Schweitzer. Aqui, j\u00e1 no in\u00edcio, mostra as implica\u00e7\u00f5es dessa descoberta para compara\u00e7\u00f5es de tiranossauros e aves: a hip\u00f3tese de que aves evolu\u00edram de dinossauros.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;Contrariando a id\u00e9ia de que f\u00f3sseis t\u00e3o antigos n\u00e3o passariam de rocha em forma de osso, os pesquisadores conseguiram obter quantidades pequenas, mas significativas, de prote\u00edna.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Aqui, o autor(a) mostra que a ideia de f\u00f3sseis antigos sem quantidade de prote\u00edna \u00e9 uma ideia defasada e que podem em certos casos ter prote\u00ednas preservadas (sup\u00f5em existir mais casos). Ou seja, h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese auxiliar em que um f\u00f3ssil antigo n\u00e3o deve ter prote\u00ednas. Portanto, \u00e9 poss\u00edvel as duas possibilidades na extra\u00e7\u00e3o de um f\u00f3ssil: somente rocha e a variedade nova com prote\u00ednas.<!--more--><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: center;\">\n    <div style=\"text-align: center; margin: 15px 0;\">\n        <script type=\"text\/javascript\"><!--\n        google_ad_client = \"pub-3652987083456070\";\n        \/* 250x250, criado 30\/10\/09 *\/\n        google_ad_slot = \"5836344936\";\n        google_ad_width = 250;\n        google_ad_height = 250;\n        \/\/-->\n        <\/script>\n        <script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/googlesyndication.com\"><\/script>\n    <\/div><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;E dizem que \u00e9 poss\u00edvel repetir a fa\u00e7anha com outros f\u00f3sseis bem-preservados, o que pode, no futuro, revolucionar a compreens\u00e3o que temos sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos seres vivos.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; O &#8220;revolucionar&#8221; n\u00e3o parece ser sin\u00f4nimo de &#8220;refutar&#8221;, mas sim de aperfei\u00e7oar a teoria da evolu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ainda em aberto e sendo aperfei\u00e7oada.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;&#8221;Todo mundo sempre assumiu que, em qualquer f\u00f3ssil com mais de 1 milh\u00e3o de anos de idade, n\u00e3o haveria mais tra\u00e7os de biomol\u00e9culas&#8221;, contou em entrevista coletiva a americana Mary Higby Schweitzer, paleont\u00f3loga da Universidade do Estado da Carolina do Norte e uma das l\u00edderes da pesquisa. &#8220;<strong>Mas o fato \u00e9 que o microambiente desses f\u00f3sseis acabou contrariando essa predi\u00e7\u00e3o<\/strong>.&#8221; Schweitzer e seu colega John &#8220;Jack&#8221; Horner, da Universidade do Estado de Montana, assombraram o mundo em 2005, quando revelaram ter obtido vasos sang\u00fc\u00edneos e c\u00e9lulas de tiranossauro de um f\u00eamur (osso da coxa) do animal.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Ora, parece que a cientista deixa claro quanto a hip\u00f3tese que parece n\u00e3o confirmar: a hip\u00f3tese que f\u00f3sseis com esta dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o teriam mais tais prote\u00ednas (informa\u00e7\u00e3o divulgada em alguns blogs sensacionalistas). Al\u00e9m do mais, os dados emp\u00edricos da dura\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno n\u00e3o s\u00e3o necessariamente da teoria da evolu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o auxiliares. (NOTA: em outras palavras, pertencem a outra parte da ci\u00eancia que n\u00e3o a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o). Mesmo assim, podemos assumir que as predi\u00e7\u00f5es em que a prote\u00edna n\u00e3o seria achada era, na verdade, uma predi\u00e7\u00e3o aceita temporariamente e n\u00e3o em definitivo &#8211; al\u00e9m de ser uma hip\u00f3tese auxiliar e n\u00e3o necessariamente participar do <em>n\u00facleo duro<\/em> da teoria.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;O trabalho atual \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o dessa fase de descoberta. Nele, os pesquisadores mergulharam ainda mais nas mol\u00e9culas componentes do f\u00f3ssil, em busca de algum tra\u00e7o das prote\u00ednas que compunham o osso durante a vida do dino carn\u00edvoro. E, para sua pr\u00f3pria surpresa, eles conseguiram obter col\u00e1geno \ufffd um dos principais componentes n\u00e3o-minerais dos ossos, e<strong> relativamente resistente \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que normalmente ataca as mol\u00e9culas dos seres vivos ap\u00f3s a morte<\/strong>.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; A prote\u00edna em quest\u00e3o parece ser relativamente resistente, apesar de sofrer degrada\u00e7\u00e3o. Como veremos na cita\u00e7\u00e3o abaixo a quantidade encontrada \u00e9 muito pequena. Isso parece sugerir que o dinossauro \u00e9 realmente muito velho.<\/p>\n<p class=\"western\">Mas, como veremos na cita\u00e7\u00e3o abaixo, o ponto da pesquisa \u00e9 comparar este animal com outros:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;A quantidade de prote\u00edna era ridiculamente pequena, mas suficiente para que os pesquisadores, com a ajuda de an\u00e1lises estat\u00edsticas sofisticadas, pudessem <strong>comparar os fragmentos de col\u00e1geno do f\u00f3ssil com os componentes da prote\u00edna encontrados em bichos vivos hoje<\/strong>. (Uma an\u00e1lise parecida tamb\u00e9m foi feita com um f\u00f3ssil de mastodonte, primo extinto dos atuais elefantes, morto entre 160 mil e 600 mil anos atr\u00e1s.)&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Agora, na cita\u00e7\u00e3o abaixo, vem o<em> n\u00facleo duro<\/em> da investiga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;A compara\u00e7\u00e3o foi reveladora: as principais s<strong>emelhan\u00e7as do col\u00e1geno de dinossauro foram com a mesma prote\u00edna encontrada em galinhas modernas<\/strong>. Trata-se da primeira confirma\u00e7\u00e3o molecular (e pode-se at\u00e9 dizer gen\u00e9tica, j\u00e1 que as prote\u00ednas s\u00e3o codificadas pelo DNA) do parentesco pr\u00f3ximo entre aves e dinossauros, uma liga\u00e7\u00e3o aceita quase universalmente pelos paleont\u00f3logos hoje.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Ou seja, a teoria leva em considera\u00e7\u00e3o que essas prote\u00ednas, que s\u00e3o &#8220;codificadas pelo DNA&#8221; s\u00e3o muito similares a de aves. Isso \u00e9 mais um dado do parentesco entre aves e dinossauros; o que \u00e9 um ind\u00edcio de que as aves podem ser evolu\u00eddas de dinossauros.<\/p>\n<p class=\"western\">&#8211; Criacionistas que dizem que essa pesquisa \u00e9 suficiente para refutar o evolucionismo, devem, portanto, estar agora de acordo que ela est\u00e1, de fato, \u00e9 correlacionando evolu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;No m\u00ednimo, o trabalho mostra que \u00e9 poss\u00edvel &#8220;ressuscitar&#8221; mol\u00e9culas dinossaurianas e us\u00e1-las para estudar uma s\u00e9rie de quest\u00f5es dif\u00edceis sobre os bichos, como seu parentesco com animais modernos e extintos ou at\u00e9 sua fisiologia.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Esse trecho deixa bem claro quanto a orienta\u00e7\u00e3o da pesquisa: compara\u00e7\u00f5es de animais e seus parentescos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;O problema \u00e9 saber se vai ser poss\u00edvel obter outras prote\u00ednas entre as 5.000 que compunham originalmente os ossos dos dinos &#8211; muitas das quais em pequenas quantidades mesmo em vida. &#8220;Conforme a tecnologia for ficando mais sens\u00edvel no futuro, poderemos tentar responder a essas perguntas&#8221;, disse Schweitzer.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Fica claro aqui o problema atual de obter essas prote\u00ednas em pequenas propor\u00e7\u00f5es. Que foi agora poss\u00edvel, justamente pela implementa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. O \u00eaxtido dessa implementa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 o que d\u00e1 otimismo \u00e0 Schweitzer: que detectaremos ainda mais com o aperfei\u00e7oamento que vir\u00e1 de tal tecnologia.<\/p>\n<p class=\"western\">Ainda no artigo vemos:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;Para Jack Horner, o achado pode mudar radicalmente a maneira de os paleont\u00f3logos trabalharem. &#8220;As pessoas v\u00e3o come\u00e7ar a buscar esp\u00e9cimes realmente bem preservados, soterrados por v\u00e1rias dezenas de metros de rocha, que n\u00e3o foram expostos \u00e0 atmosfera ou \u00e0 \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Fica claro aqui, que o coautor da pesquisa aponta que a exist\u00eancia de uma boa preserva\u00e7\u00e3o dos esp\u00e9cimes e obedecendo certos crit\u00e9rios paleontol\u00f3gicos, como f\u00f3sseis &#8220;soterrado(s) a dezenas de metros&#8221;, &#8220;n\u00e3o expostos a atmosfera&#8221; ajudariam a preservar tais prote\u00ednas, mesmo que em pequen\u00edssimas quantidades. Isso corrobora que h\u00e1 um fen\u00f4meno (ou conjunto de fen\u00f4menos) particular(es) a preservar esse f\u00f3ssil e outros. Esse estado ideal pode ter sido o do presente f\u00f3ssil encontrado.<\/p>\n<p class=\"western\">Ele ainda continua dizendo:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">&#8220;&#8216;Nessas condi\u00e7\u00f5es, acho que vamos descobrir que esses f\u00f3sseis s\u00e3o bastante comuns&#8217;, afirma ele. A partir da\u00ed, a chave vai ser fazer a extra\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas rapidamente, para evitar que elas se desfa\u00e7am no contato com o ar. &#8216;Vamos come\u00e7ar uma busca por esse tipo de f\u00f3ssil em v\u00e1rios lugares do mundo, de Montana \u00e0 Mong\u00f3lia&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p class=\"western\">\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Fica claro que ele se remete a um fator de prote\u00e7\u00e3o: a preserva\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, em suas estruturas proteicas, contra a a\u00e7\u00e3o no contato com o ar.<\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o \u00e9 de se admirar que f\u00f3sseis possam ser preservados assim seguindo determinados fatores de prote\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estaria surpreso se me falarem que salamandras achadas na Espanha est\u00e3o t\u00e3o bem preservadas por causa do local onde foram encontradas (ver caso das salamandras preservadas em: <a href=\"http:\/\/news.nationalgeographic.com\/news\/2006\/07\/060725-fossil-bone.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/news.nationalgeographic.com\/news\/2006\/07\/060725-fossil-bone.html<\/a>).<\/p>\n<p>(<strong>ATUALIZA\u00c7\u00c3O 2026: Esse caso das Salamandras foi outro que gerou como\u00e7\u00e3o nos criacionistas, porque salamandras de milh\u00f5es de anos tinham tecidos moles preservados, por causa das condi\u00e7\u00f5es ambientais [fim da nota]).<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><strong>Parece ficar claro que a pesquisa de Schweitzer gira em torno de comparar evolutivamente animais (por tratar de prote\u00ednas, que s\u00e3o geradas por informa\u00e7\u00f5es de DNA) do que tentar invalidar a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o, como alguns blogs criacionistas tentaram, deturpadamente, dizer.<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\"><strong>UPDATE (2009\/2010)<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\">Ainda tenho alguns dados aos blogueiros de plant\u00e3o que <em>deturparam<\/em> ao anunciar erroneamente a pesquisa.<\/p>\n<p class=\"western\">Abaixo um trecho do site: <a href=\"http:\/\/www.agencia.fapesp.br\/materia\/10434\/divulgacao-cientifica\/colageno-de-dinossauro.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.agencia.fapesp.br\/materia\/10434\/divulgacao-cientifica\/colageno-de-dinossauro.htm.<\/a> Esse trecho mostra-se muito elucidativo (grifos meus).<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\"><strong>Em vez de escavar o f\u00f3ssil no local<\/strong>, Mary Schweitzer, da Universidade da Carolina do Norte, e colegas <strong>removeram a pe\u00e7a junto com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laborat\u00f3rio da cientista, de modo a evitar contamina\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<strong>Essa amostra espec\u00edfica foi escolhida por ter se encaixado nos crit\u00e9rios necess\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es em que foi enterrada, o que ocorreu rapidamente e em arenito profundo<\/strong>\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p class=\"western\">\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Notem que nesse trecho acima, a pr\u00f3pria pesquisadora demonstra que h\u00e1 uma previs\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o de tais prote\u00ednas (uma teoria auxiliar sobre as condi\u00e7\u00f5es iniciais da observa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p class=\"western\">Ainda no mesmo site encontramos:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">\u201c<strong>Sabemos que, a partir do momento em que o f\u00f3ssil \u00e9 retirado de seu equil\u00edbrio qu\u00edmico no qual se encontra h\u00e1 milh\u00f5es de anos, qualquer res\u00edduo org\u00e2nico que esteja preservado imediatamente se torna suscet\u00edvel \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o<\/strong>. Quanto mais rapidamente pudermos pass\u00e1-lo de onde se encontra para o tubo de ensaio, mais chances teremos de identificar tecidos e mol\u00e9culas originais\u201d, explicou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">&#8211; Existe portanto condi\u00e7\u00f5es iniciais da observa\u00e7\u00e3o que podem deteriorar tais prote\u00ednas. Se o f\u00f3ssil extra\u00eddo for preservado com a tecnologia apropriada, tais condi\u00e7\u00f5es iniciais de observa\u00e7\u00e3o (exist\u00eancia de prote\u00ednas) s\u00e3o conservadas. Continuemos na mesma fonte:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">Amostras do f\u00f3ssil foram enviadas a diversos laborat\u00f3rios para an\u00e1lises independentes. Os pesquisadores usaram microscopia de tunelamento de el\u00e9trons para examinar a apar\u00eancia e a estrutura dos tecidos. Tamb\u00e9m usaram espectrometria de massa e testes contra anticorpos para identificar prote\u00ednas.<\/p>\n<p><strong>Segundo os cientistas, os resultados das an\u00e1lises indicaram a presen\u00e7a de col\u00e1geno cujas sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos s\u00e3o mais semelhantes \u00e0s da prote\u00edna dos tecidos conectivos de aves do que dos crocodilos, por exemplo. Ou seja, trata-se de mais uma evid\u00eancia do poss\u00edvel parentesco entre aves e dinossauros.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p class=\"western\">Comparemos novamente com o trecho que j\u00e1 destaquei, mas cito novamente (grifos meus) do site <strong><a href=\"http:\/\/www.enciclopedia.com.pt\/news.php?readmore=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.enciclopedia.com.pt\/news.php?readmore=67<\/a><\/strong>:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">A quantidade de prote\u00edna era ridiculamente pequena, mas suficiente para que os pesquisadores, com a ajuda de an\u00e1lises estat\u00edsticas sofisticadas, pudessem comparar os fragmentos de col\u00e1geno do f\u00f3ssil com os componentes da prote\u00edna encontrados em bichos vivos hoje. (Uma an\u00e1lise parecida tamb\u00e9m foi feita com um f\u00f3ssil de mastodonte, primo extinto dos atuais elefantes, morto entre 160 mil e 600 mil anos atr\u00e1s.)<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o foi reveladora: <strong>as principais semelhan\u00e7as do col\u00e1geno de dinossauro foram com a mesma prote\u00edna encontrada em galinhas modernas<\/strong>. Trata-se da primeira <strong>confirma\u00e7\u00e3o molecular<\/strong> (e pode-se at\u00e9 dizer gen\u00e9tica, j\u00e1 que as prote\u00ednas s\u00e3o codificadas pelo DNA) do parentesco pr\u00f3ximo entre aves e dinossauros, uma liga\u00e7\u00e3o aceita quase universalmente pelos paleont\u00f3logos hoje.<\/p>\n<p>No m\u00ednimo, o trabalho mostra que \u00e9 poss\u00edvel &#8220;ressuscitar&#8221; mol\u00e9culas dinossaurianas e us\u00e1-las para estudar uma s\u00e9rie de quest\u00f5es dif\u00edceis sobre os bichos, como seu parentesco com animais modernos e extintos ou at\u00e9 sua fisiologia. O problema \u00e9 saber se vai ser poss\u00edvel obter outras prote\u00ednas entre as 5.000 que compunham originalmente os ossos dos dinos \ufffd muitas das quais em pequenas quantidades mesmo em vida. &#8220;Conforme a tecnologia for ficando mais sens\u00edvel no futuro, poderemos tentar responder a essas perguntas&#8221;, disse Schweitzer.<\/p>\n<p>Para Jack Horner, o achado pode mudar radicalmente a maneira de os paleont\u00f3logos trabalharem. &#8220;<strong>As pessoas v\u00e3o come\u00e7ar a buscar esp\u00e9cimes realmente bem preservados, soterrados por v\u00e1rias dezenas de metros de rocha, que n\u00e3o foram expostos \u00e0 atmosfera ou \u00e0 \u00e1gua<\/strong>. Nessas condi\u00e7\u00f5es, acho que vamos descobrir que esses f\u00f3sseis s\u00e3o bastante comuns&#8221;, afirma ele.<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"western\"><em><strong>Podemos, portanto, levar a cabo que:<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"western\">1) Neste caso, dessa pesquisa cient\u00edfica, encontramos:<\/p>\n<p>a) Col\u00e1geno pode sim sobreviver a tanto tempo, desde que o f\u00f3ssil esteja em locais bem conservados &#8211; essa \u00e9 uma premissa que a pesquisadora se apoiou para estabelecer a retirada dos f\u00f3sseis com a t\u00e9cnica supracitada.<br \/>\nb) A forma tradicional de retirar f\u00f3sseis retira o equil\u00edbrio qu\u00edmico de certos f\u00f3sseis, acabando com a pequena quantidade de col\u00e1geno existente. O col\u00e1geno achado no presente dinossauro foi poss\u00edvel devido a uma nova tecnologia, que retira o f\u00f3ssil em um grande bloco, para depois cuidadosamente se preservar tais prote\u00ednas (se essa t\u00e9cnica foi desenvolvida, deve haver uma teoria que prev\u00ea a exist\u00eancia dessas prote\u00ednas, pois aparatos tecnol\u00f3gicos s\u00e3o como teorias &#8220;condensadas&#8221;).<br \/>\nc) <strong>O MAIS IMPORTANTE<\/strong>: o col\u00e1geno encontrado aponta para que aves s\u00e3o ligadas geneticamente aos dinossauros &#8211; isso \u00e9 uma evid\u00eancia do evolucionismo.<\/p>\n<p>Verifico assim, que alguns interlocutores criacionistas que encontrei omitem, deturpam e interpretam mal os dados da pesquisa cient\u00edfica em prol da tentativa de dizer que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 consistente. Como podemos ver, a presente pesquisa est\u00e1 mais para estabelecer a consist\u00eancia da Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o, do que a negar (como quer alguns blogueiros que visitei).<\/p>\n<p class=\"western\">Uma das minhas conclus\u00f5es pessoais, e que \u00e9 obvia: n\u00e3o acredite em qualquer m\u00eddia que l\u00ea. Alguns blogs vem deturpando a bel prazer dados &#8211; com os mais obscuros objetivos.<\/p>\n<ol>\n<li><em>A pesquisa original e<\/em>st\u00e1 em <strong><a href=\"www.sciencemag.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.sciencemag.org<\/a>, <\/strong>mas para ler tem que assinar a revista.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Arnaldo Vasconcellos<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ATUALIZA\u00c7\u00c3O 2026: ESTE ARTIGO \u00c9 DE 2009 E PODE CONTER INFORMA\u00c7\u00d5ES DESATUALIZADAS LINKS QUEBRADOS, BEM COMO N\u00c3O REPRESENTAR A VIS\u00c3O ATUAL DO AUTOR EM SUA TOTALIDADE). A An\u00e1lise abaixo \u00e9 para esclarecer um pouco mais a teoria de Mary Schweitzer, que ap\u00f3s publicada, se tornou mal interpretada e um alvoro\u00e7o intelectual muito utilizada por criacionistas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33,8,9,16],"tags":[57,72,100,126,141,149,176,232,249,255,324,327],"class_list":["post-216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-epistemologia","category-evolucionismo","category-filosofia","category-natureza","tag-biologia","tag-ciencia","tag-darwinismo","tag-epistemologia","tag-evolucionismo","tag-filosofia","tag-hipoteses-auxiliares","tag-natureza","tag-paradigma","tag-pesquisas","tag-teorias","tag-thomas-kuhn"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=216"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2982,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216\/revisions\/2982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/networkcore.eti.br\/analise\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}